
Pequim, 26 set 2022 (Lusa) — O Observatório Meteorológico Central da China emitiu hoje um alerta amarelo de seca, depois de os nÃveis de precipitação na bacia do rio Yangtsé, no centro do paÃs, terem caÃdo quase 50 por cento, em termos homólogos, desde julho passado.
Em algumas áreas das provÃncias de Hunan, Hubei, Jiangxi e Anhui, a precipitação média entre julho e setembro caiu até 80%, em comparação com o mesmo perÃodo de 2021, segundo a mesma fonte.
O Observatório também alertou para um aumento das temperaturas no centro do paÃs, que esta semana podem chegar aos 37 graus, e para “alto risco” de incêndios florestais.
No último fim de semana, a seca atingiu nÃveis “moderados, severos ou extremos” em doze provÃncias localizadas a sul do Yangtsé, o rio mais longo da China.
O curso principal do Yangtsé está atualmente 4,56 metros abaixo do nÃvel registado há um ano. O nÃvel da água no Lago Poyang, o maior lago de água doce da China, localizado na provÃncia de Jiangxi, sofreu uma redução homóloga de 7,72 metros.
O Poyang atingiu na sexta-feira o nÃvel mais baixo desde que há registos.
Nos últimos dias, o Governo central enviou uma equipa de fiscalização do Centro Nacional de Comando para a Prevenção de Secas e Inundações para as áreas mais afetadas pela seca, onde recomendou que a prioridade deve ser “prevenir secas de longo prazo” e garantir o “abastecimento de água potável” e a “estabilidade da colheita de outono”.
Durante o verão, a seca levou a fenómenos inusitados, como pessoas em Chongqing (centro) a atravessar de motocicleta o rio Jialing, cujo leito ficou exposto devido à queda do nÃvel da água, ou a descoberta de esculturas budistas de 600 anos até então cobertas pela água.
As altas temperaturas registadas também fizeram com que provÃncias dependentes de energia hidroelétrica, como Sichuan (centro), restringissem o uso de energia a algumas indústrias. O Governo central alertou para uma “séria ameaça” à colheita de outono.
O meteorologista local Chen Lijuan explicou recentemente que os perÃodos de calor intenso, que começam “mais cedo e terminam mais tarde”, podem tornar-se o “novo normal” no paÃs asiático, sob o “efeito das mudanças climáticas”.
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