
Oeiras, Lisboa, 24 mar 2026 (Lusa) – O ministro da Economia assegurou hoje que se os impactos da guerra no Golfo persistirem o Governo terá de ir ajustando as suas medidas, admitindo que há perspetivas de subida da inflação devido ao aumento do custo do petróleo.
“As empresas, e os portugueses em geral, estão com esta dificuldade que vem da guerra no Golfo e que está a afetar muitas pessoas”, disse Manuel Castro Almeida, na apresentação do Conselho Estratégico do Banco Português de Fomento, em Oeiras, Lisboa.
O ministro salientou que estes impactos não afetam todas as empresas por igual, sendo que, por exemplo as “empresas de transportes estão a viver um perÃodo muito difÃcil e quem precisa de abastecer combustÃvel nas bombas” também vive uma situação “muito complicada”.
O governante destacou também o aumento do salário médio lÃquido dos portugueses, mas admitiu que, neste momento, “o cabaz de compras está com um preço muito elevado” e, neste momento, há perspetivas de crescimento da inflação por causa do aumento do custo do petróleo.
Assim, Castro Almeida disse esperar que este perÃodo “não demore demasiado tempo, que não se torne uma dificuldade estrutural da nossa economia e que possa ser superado com as medidas que o Governo já tomou”.
Já se estas dificuldades persistirem, o “Governo terá evidentemente que ir ajustando as suas medidas e as suas polÃticas ao resultado concreto, porque o Governo tem que estar a proteger a economia e proteger as pessoas”, defendeu.
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