São Tomé/Eleições: Economia tem de começar a crescer mais de 3, 4% ao ano – PM

São Tomé, 20 set 2026 (Lusa) — O primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe e afirmou hoje à Lusa que a economia do país “tem de crescer mais”, apontando para uma expansão “superior a 3%, 4%” do Produto Interno Bruto (PIB).

“A economia tem que crescer mais. A economia tem de crescer mais. Nesse momento a economia está a crescer entre 1% e 2%. Saímos de uma crise, estamos a evoluir. E nós temos de (…) fazer com que a economia cresça [num valor] superior a 3%, 4%”, defendeu o também presidente da Ação Democrática Independente (ADI), à margem de uma ação de campanha das eleições legislativas que se realizam no próximo domingo.

No distrito de Caué, em São João de Angolares, Américo Ramos centrou-se no que este Governo conseguiu em dois anos, centrando-se na resolução de problemas energéticos, sendo históricos os cortes e a falta de abastecimento elétrico a nível nacional.

“Já avançámos bastante. Estabilizámos a energia com os geradores que nós temos. Estamos já a preparar a transição energética. Temos o maior parque solar de São Tomé já a ser construído”, adiantou, explicando que até dezembro vão ser instalados painéis solares capazes de produzir 11 megawatts de energia e baterias com capacidade para armazenar mais sete megawatts.

Isso, salientou o governante, “representa mais ou menos 50% das necessidades neste momento” de São Tomé.

O governante e líder partidário acrescentou que existem opções hídricas que têm de ser exploradas para se debelar o problema energético, mas ressalvou que o país tem de conseguir responder a outras questões, também prementes.

“Temos o problema da água, do abastecimento da água. Distribuição, captação e distribuição. É preciso trabalhar nisso. Temos de trazer soluções novas, porque nós sabemos que com as mudanças climáticas tem havido uma diminuição considerável do caudal e das águas subterrâneas”, explicou.

Américo Ramos disse que outra das prioridades centra-se na área da saúde, no acesso a medicamentos e na construção de novas infraestruturas, sem esquecer que são necessárias ações também para o país criar oportunidades para a juventude são-tomense.

“Temos de ir à busca de financiamentos consistentes, junto dos parceiros privados e públicos, para financiar aquelas infraestruturas importantes ” e de investir nos setores que se assumam como “um motor de crescimento”, concluiu.

Às eleições legislativas, autárquicas e regionais de 27 de setembro em São Tomé e Príncipe concorrem quatro partidos com assento parlamentar: Ação Democrática Independente (ADI); Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP); a coligação Movimento de Cidadão Independentes-Partido Socialista/Partido de Unidade Nacional (MCI-PS/PUN); e o Movimento Basta.

Outros três partidos sem assento parlamentar vão a votos: o Partido de Convergência Democrática (PCD), o Movimento Democrático Força da Mudança (MDFM) e o recém-criado Movimento Político Nossa Terra.

Para as legislativas estão em disputa 55 assentos da Assembleia Nacional e estão inscritos mais de 146 mil eleitores, um aumento de quase quatro mil em relação às eleições presidenciais de 19 de julho, quando foi reeleito Carlos Vila Nova, à primeira volta.

*** João Carreira (texto) e Estela Silva (fotos), da agência Lusa ***

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