
Roma, 27 mai 2028 (Lusa) — O primeiro-ministro espanhol afastou hoje “de forma categórica” a hipótese de eleições antecipadas, reiterando a intenção de cumprir a legislatura e argumentando que, no atual contexto internacional, é necessária estabilidade e não lançar o paÃs numa paralisia.
Numa conferência de imprensa em Roma, onde se reuniu com o papa Leão XVI, Pedro Sánchez defendeu que a Constituição estabelece um mandato de quatro anos e que a sua intenção é completá-lo para concretizar as polÃticas do Governo e dar certezas aos cidadãos certezas.
Sánchez reconheceu que há “vários companheiros” nas fileiras socialistas que lhe pedem a antecipação das eleições legislativas, depois de figuras como o presidente de Castela-La Mancha, Emiliano GarcÃa-Page, o terem feito.
A este propósito, o chefe do Governo ironizou, afirmando que se GarcÃa-Page o defende, é porque “tem consciência” de que conseguiria “uma maioria parlamentar maior no Governo e no Congresso para poder governar de forma muito mais tranquila”.
“Agradeço-lhe, mas não posso convocar eleições por interesse partidário”, acrescentou.
“Tenho de convocar eleições em função do interesse geral dos cidadãos” e isso passa atualmente “pela estabilidade e pela consolidação de polÃticas” que estão precisamente a permitir escapar à s consequências sociais e económicas destas crises, argumentou.
Nestas circunstâncias é preciso “não lançar o paÃs numa paralisia”, uma vez que, após as eleições, surgem processos de investidura que podem ser incertos.
Em Espanha “há experiências bastante evidentes”, acrescentou, numa referência aos governos de coligação entre o PP e o Vox em várias comunidades autónomas.
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