
Lisboa, 22 out 2026 (Lusa) – O presidente da Lusa, Joaquim Carreira, afirmou hoje que a saída da ex-diretora de informação Luísa Meireles é uma decisão do Conselho de Administração e que resultou de um acordo entre as partes, após pedido da jornalista.
Joaquim Carreira falava na comissão parlamentar de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, no âmbito do requerimento dos grupos parlamentares do Livre, PS e PCP, para ouvir o Conselho de Administração da Lusa sobre a cessação de funções da diretora de informação e a independência editorial da agência de notícias.
Sobre a saída de Luísa Meireles, o gestor afirmou que “claramente não houve aqui nenhuma intervenção de ninguém fora da Lusa”. Ou seja, “há aqui uma decisão do Conselho de Administração que está aqui à vossa frente”, referiu.
A sua saída “resultou de um acordo entre as partes, na sequência de um pedido da própria ao Conselho de Administração, para que fosse apresentada uma proposta” de cessação de vínculo laboral, prosseguiu.
Este Conselho de Administração “pretendia que a diretora de informação se mantivesse em funções interinamente por mais algum tempo, mas foi vontade da diretora de informação cessante sair rapidamente”, salientou hoje Joaquim Carreira.
Luísa Meireles deixou a direção de informação da agência de notícias em 12 de outubro, depois de ter aceitado uma proposta de saída feita pelo Conselho de Administração. Os diretores adjuntos da Lusa, Maria de Deus Rodrigues e Nuno Simas, aceitaram assumir a direção interina da agência até 31 de outubro, a pedido do Conselho de Administração.
Na intervenção inicial, o presidente da Lusa salientou que a agência de notícias “é um pilar da informação rigorosa, independente e credível e presta um serviço público considerado com muita confiança” e que “a independência editorial não é negociável e é protegida por regras e por órgãos próprios”.
“Distinguimos também a responsabilidade de gestão do Conselho de Administração da autonomia das decisões editoriais e da direcção da informação, como aconteceu em mandatos anteriores, onde eu estive e no atual mandato”, salientou.
“Quero dizer com isto que não houve aqui nunca nenhuma ingerência da Lusa, nem mistura com os jornalistas. O que queremos é o melhor para a Lusa, o que queremos é estabelecer uma estratégia que tem várias dimensões”.
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