Sai Dham Food Bank prevê mais procura com regresso às aulas

Foto: Envato

Começou em 2012, numa cave, depois de os fundadores terem tomado conhecimento dos números da pobreza na região de Peel. Mais de uma década depois, o Sai Dham tornou-se num dos maiores bancos alimentares independentes do Canadá.

A operação cresceu e chega hoje a 26 cidades da região metropolitana de Toronto e Hamilton. Entre os principais beneficiários estão os idosos, que recebem cabazes preparados de acordo com as suas necessidades alimentares, culturais e médicas. Cada família pode receber mais de 50 libras de alimentos, entre produtos frescos, lacticínios e bens não perecíveis. Mas é entre as crianças que surge agora um dos maiores sinais de alerta. A organização trabalha com escolas públicas e católicas e diz apoiar atualmente cerca de mil crianças por semana. Às sextas-feiras, são entregues cabazes com alimentos para os sete dias seguintes.

Com o início do novo ano letivo, a procura pode aumentar rapidamente. Segundo responsáveis escolares citados pelo Sai Dham, o número de crianças que precisa deste apoio deverá aumentar significativamente. E as projeções apresentadas pela organização para os próximos meses são ainda mais preocupantes.

O aumento da procura está também a pressionar a própria estrutura do banco alimentar. Os espaços de armazenamento estão cada vez mais cheios, enquanto o número de pessoas que procura ajuda continua a crescer.

Além do atendimento direto, mais de 160 organizações, entre igrejas, mesquitas e outros bancos alimentares, recorrem ao Sai Dham para levantar doações. Para responder ao aumento das necessidades, a organização depende de donativos e do trabalho de voluntários. O apelo é para que a comunidade contribua não apenas com dinheiro, mas também com alimentos, campanhas de recolha ou algumas horas de trabalho voluntário. E a mensagem que encerra a visita às instalações resume a missão da organização.