
Moscovo, 29 out 2025 (Lusa) — A presidência russa (Kremlin) justificou hoje o envio de mÃsseis para a Bielorrússia e os testes de novo armamento, incluindo um drone submarino, com a “histeria militarista” em curso na Europa.
“Se não existisse a ameaça proveniente da Europa, então, claro, não seriam necessárias medidas adicionais de defesa”, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, à imprensa russa, segundo a agência de notÃcias France-Presse (AFP).
As forças armadas russas testaram com êxito em 21 de outubro o mÃssil de cruzeiro Burevestnik e o drone submarino Poseidon, ambos de propulsão nuclear.
O Presidente russo, Vladimir Putin, disse que o novo mÃssil tem um “alcance limitado” e descreveu o drone submarino como um “sistema promissor”.
A presidência da Bielorrússia disse na terça-feira que o sistema de mÃsseis balÃsticos hipersónicos Oreshnik será colocado em serviço operacional no paÃs vizinho da Rússia e da Ucrânia em dezembro.
O porta-voz do Kremlin considerou que a “histeria militarista” e os sentimentos antirrussos que disse existirem na Europa não desaparecerão a curto prazo.
“Basta ouvir atentamente, durante um dia, as declarações provenientes das capitais do Báltico, Polónia, Paris e Londres, para perceber a importância dos [mÃsseis] Oreshnik”, afirmou.
Peskov disse que os testes com os drones submarinos Poseidon se realizaram “em conformidade com todas as regras internacionais”.
“O Poseidon é uma tecnologia totalmente nova, um novo passo no que diz respeito à garantia da segurança do paÃs”, disse Peskov, segundo o qual a tecnologia do drone submarino também pode ser usada para “fins pacÃficos”.
Putin disse hoje, durante uma visita a um hospital militar, que a potência do Poseidon “supera significativamente” a do mÃssil intercontinental Sarmat, capaz de transportar de 10 a 15 ogivas nucleares com orientação individual.
“Além disso, pela velocidade, pela profundidade em que navega, este aparelho [Poseidon] não tem análogos no mundo e dificilmente terá em breve”, afirmou o lÃder russo.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apelou recentemente a Putin para que cessasse os testes de mÃsseis e pusesse fim, de uma vez por todas, à guerra na Ucrânia, que a Rússia invadiu em fevereiro de 2022.
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