
Moscovo, 03 dez 2024 (Lusa) – O Ministério da Defesa russo anunciou hoje a realização de exercÃcios navais em grande escala no mar Mediterrâneo, junto da costa da SÃria, com recurso a armas hipersónicas de nova geração.
“Grupos formados por diversas forças anti-submarinas e de assalto realizam disparos de mÃsseis, artilharia e torpedos, bem como bombardeamentos práticos”, refere um comunicado do Ministério de Defesa na rede Telegram sobre os exercÃcios militares em curso no Mediterrâneo.
A Marinha Russa aumentou a sua presença no Mediterrâneo oriental, onde participam nos exercÃcios cerca de mil militares e uma dezena de navios de guerra, equipados com mÃsseis Tsirkon, com alcance de mil quilómetros.
Foram também adicionadas 24 aeronaves, incluindo caças MiG-31, transportando mÃsseis Kinzhal, e os sistemas de mÃsseis costeiros Bastion.
As fragatas “Almirante da Frota da URSS Gorshkov” e “Almirante Golovko” praticaram disparos com mÃsseis Tsirkon, enquanto o submarino “Novorossiisk” lançou mÃsseis de cruzeiro Kalibr, que são frequentemente utilizados na guerra na Ucrânia.
Os exercÃcios, que começaram no domingo, segundo a nota do ministério, são liderados pelo comandante da Armada russa, Alexandr Moiseev.
O Ministério da Defesa observou que os exercÃcios são realizados em estrita conformidade com as normas do direito internacional e de acordo com outros paÃses para prevenir incidentes em águas internacionais.
O contingente russo na SÃria admitiu no domingo ter bombardeado posições rebeldes nas provÃncias de Idlib, Hama e Alepo, em coordenação com o Exército sÃrio.
Tanto os meios de comunicação oficiais como o Observatório SÃrio para os Direitos Humanos, uma organização não-governamental com sede no Reino Unido, têm noticiado há dias ataques de aviões russos.
O Presidente russo, Vladimir Putin, e o Presidente iraniano, Masud Pezeshkian, manifestaram na segunda-feira, durante uma conversa telefónica, o seu apoio incondicional ao regime de Bashar al-Assad face à ofensiva relâmpago lançada por grupos islamitas na quarta-feira passada.
“Foi expresso um apoio incondicional à s ações legais das autoridades sÃrias para restaurar a ordem constitucional e a integridade territorial do paÃs”, afirmou o Kremlin em comunicado.
Putin e Pezeshkian abordaram a “agressão em grande escala por parte de grupos terroristas e formações armadas”, que interpretaram como uma tentativa de “minar a soberania e a estabilidade polÃtica, social e económica do Estado sÃrio”.
Em setembro de 2015, Putin ordenou uma operação militar que impediu a deposição de al-Assad, mas a maioria das Forças Armadas russas está envolvida, desde fevereiro de 2022, na invasão da Ucrânia.
HB // JH
Lusa/Fim



