
Moscovo, 29 jan 2022 (Lusa) – A Rússia anunciou hoje a conclusão de exercÃcios no distrito militar oeste (DMO), que inclui áreas de fronteira com a Ucrânia, Bielorrússia, paÃses Bálticos e Finlândia, e o retorno das unidades aos seus quartéis.
“Todas as tarefas definidas para as tropas no contexto de verificar as suas capacidades de combate foram totalmente cumpridas”, disse o comandante-chefe do DMO, general-coronel Alexandr Zhuravliov, segundo a assessoria de comunicação do agrupamento militar.
De acordo com o estado-maior do DMO, as unidades de telecomunicações, engenharia e defesa quÃmica, biológica e radiológica estão ao seu quartel-general permanente.
“Os aviões usados durante os exercÃcios também voltaram à s suas bases”, disse um porta-voz da DMO à agência de notÃcias russa Interfax.
No dia 25 de janeiro, os distritos militares do oeste e do sul da Rússia anunciaram o inÃcio de exercÃcios para verificar a prontidão de combate das suas tropas.
As autoridades de Kiev e o Ocidente acusaram a Rússia de ter concentrado cerca de 100.000 soldados na sua fronteira com a Ucrânia com a intenção de invadir novamente o paÃs vizinho, depois de ter anexado a penÃnsula ucraniana da Crimeia, em 2014.
A Rússia negou essa intenção, mas disse sentir-se ameaçada pela expansão de 20 anos da NATO ao Leste europeu e pelo apoio ocidental à Ucrânia.
A Ucrânia está envolvida numa guerra com separatistas pró-russos na região industrial do Donbass, no Leste do paÃs, desde 2014, que diz ser fomentada e apoiada militarmente por Moscovo.
A guerra no Donbass já provocou cerca de 14.000 mortos e 1,5 milhões de desalojados, segundo a ONU.
As autoridades de Moscovo recusam-se a falar com o Governo de Kiev sobre o conflito, alegando que a Rússia não está envolvida, e defendem que os ucranianos devem antes discutir a questão com os lÃderes separatistas de Donetsk e Lugansk.
Na sequência do conflito, Rússia, Ucrânia, Alemanha e França criaram uma plataforma de diálogo conhecida por Formato Normandia, mas os lÃderes dos quatro paÃses não se reúnem desde 2019. Conselheiros polÃticos dos quatros lÃderes reuniram-se na quarta-feira, em Paris, e marcaram um próximo encontro para fevereiro, em Berlim, mas não discutiram a realização de uma nova cimeira, que tem sido sugerida pelo Presidente da Ucrânia.
CSR(PNG) // ZO
Lusa/Fim



