Rubio assegura que EUA estão “prontos” para retomar negociações entre a Ucrânia e a Rússia

Helsingborg, 22 mai 2026 (Lusa) – O secretário de Estado dos Estados Unidos Marco Rubio afirmou hoje que o seu país está “preparado” para retomar as negociações de paz entre a Rússia e a Ucrânia se surgir uma oportunidade.

Rubio sublinhou que a guerra “só pode terminar com um acordo negociado” e não havendo uma vitória militar de qualquer um dos lados.

Em declarações aos meios de comunicação social no final da cimeira de ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO, que decorreu em Helsingborg, na Suécia, quando questionado sobre se as negociações de paz entre aqueles dois países estavam bloqueadas, Rubio respondeu que “infelizmente, não foram frutuosas”, mas que, em todo caso, os Estados Unidos estão “preparados” para continuar a desempenhar o papel de mediador.

“Apesar de fugas de informação que não são verdadeiras, apesar de informações que circulam de que estamos a forçar os ucranianos a adotar esta ou aquela posição, se vemos uma oportunidade de nos reunirmos e falar de forma produtiva, não contraproducente, e que tenha possibilidades de ser frutífera, estamos preparados para desempenhar esse papel”, sustentou.

O secretário de Estado referiu que Washington envolveu-se nessas conversas a três, iniciadas na Suíça no final de janeiro, depois continuadas nos Emirados Árabes Unidos em fevereiro e finalmente em pausa devido à operação lançada pelos Estados Unidos e Israel no Irão a 28 de fevereiro, porque os EUA era o único “disposto a falar” com russos e ucranianos.

“Neste momento não há conversas desse tipo em curso, mas esperamos que isso mude, porque essa guerra só pode terminar com um acordo negociado. Não terminará com uma vitória militar de um ou outro lado, pelo menos do ponto de vista tradicional de como se definem as vitórias militares”, insistiu o chefe da diplomacia americana.

Rubio observou que nos últimos meses a sensação é de que não há demasiado progresso, mas expressou o seu desejo de que “talvez a dinâmica mude”, e se isso acontecer, o seu país volte a “desempenhar o papel construtivo” para tentar pôr fim ao conflito iniciado em 2022.

“Se alguém mais quiser encarregar-se disso, que o faça. Mas, neste momento, não parece haver mais ninguém no mundo capaz de o fazer”, concluiu, em declarações que ocorrem numa altura em que a União Europeia debate a nomeação de um enviado especial para negociar com a Rússia de modo a garantir os seus interesses e os da Ucrânia numa eventual resolução do conflito.

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