
Praga, 27 jun 2026 (Lusa) – A República Checa registou hoje uma temperatura recorde de 40,6 graus Celsius (ºC) em Doksany, a norte da capital Praga, segundo o serviço meteorológico.
O anterior recorde, de 40,4ºC, tinha sido estabelecido em 2012, em Dobrichovice (sudoeste de Praga), informou a agência meteorológica checa, citada pela AFP.
Quarenta e cinco por cento das cidades europeias bateram ou estão prestes a superar os máximos históricos de stress térmico durante a atual onda de calor no continente, indica um estudo publicado pelo World Weather Attribution na sexta-feira.
A análise realizada em 854 cidades de um total de 30 paÃses europeus concluiu que 385 localidades ultrapassaram ou poderão ultrapassar nos próximos dias os registos mais elevados de temperatura de globo e bulbo húmido.
Este indicador, conhecido pela sigla em inglês, WBGT, é uma estimativa real do efeito da temperatura, da humidade, da velocidade do vento e da radiação visÃvel e infravermelha no ser humano.
Os investigadores alertam que a combinação de temperaturas extremas e elevada humidade aumenta significativamente os riscos para a saúde, especialmente entre idosos, trabalhadores ao ar livre, crianças e pessoas vulneráveis.
Os cientistas atribuem a intensidade destes fenómenos ao impacto do aquecimento global, provocado pelas “emissões contÃnuas de combustÃveis fósseis” para a atmosfera.
O secretário executivo da ONU para as alterações climáticas, Simon Stiell, afirma que o calor extremo que está a afetar a Europa é um sintoma de que as alterações climáticas “avançam sem controlo”, provocadas pelo “vÃcio mundial na queima de carvão, petróleo e gás”, embora sublinhe que “as soluções são igualmente claras”.
Segundo Stiell, é necessária “uma transição mais rápida para as energias limpas, que agora são muito mais baratas do que os combustÃveis fósseis, bem como a proteção das florestas e a promoção da resiliência climática”.
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