
Lisboa, 23 dez 2022 (Lusa) — O rendimento disponÃvel real das famÃlias diminuiu no segundo e no terceiro trimestres deste ano, refletindo o aumento da inflação sem uma contrapartida equivalente no rendimento nominal das famÃlias, indicou hoje o Instituto Nacional de EstatÃstica (INE).
“No segundo e terceiro trimestre de 2022, refletindo a aceleração dos preços no consumidor sem contrapartida equivalente na variação do rendimento nominal das famÃlias, o RDBa [Rendimento DisponÃvel Bruto ajustado] real das famÃlias diminuiu”, revela o INE.
De acordo com o organismo de estatÃstica, o rendimento disponÃvel bruto ajustado nominal das famÃlias registou um crescimento de 1% no ano terminado no terceiro trimestre deste ano, refletindo sobretudo o aumento das remunerações recebidas.
No entanto, o rendimento disponÃvel bruto ajustado real ‘per capita’ registou uma diminuição de 0,4% no terceiro trimestre de 2022, após ter diminuÃdo 0,1% no trimestre anterior.
Por outro lado, a despesa de consumo individual ‘per capita’ continuou a aumentar no terceiro trimestre de 2022 (variação de 0,4%), embora a uma taxa inferior ao observado nos trimestres anteriores, indica o relatório.
O INE recorda que as medidas implementadas para mitigar o impacto da pandemia permitiram manter o RDBa “com taxas de variação próximas de zero em 2020”, num perÃodo de aumento da poupança.
Com a progressiva eliminação das medidas de restrição assistiu-se ao aumento da despesa de consumo final individual a partir do segundo trimestre de 2021, “o que não foi acompanhado pelo aumento do RDBa, conduzindo à redução de poupança”.
O organismo de estatÃstica nacional destaca que “em perÃodos temporais caracterizados por nÃveis elevados de inflação, o RDBa real per capita é mais adequado” para avaliar a situação económica e financeira das famÃlias.
O INE explica que o RDB ajustado real das famÃlias corresponde ao RDB ajustado deflacionado com o Ãndice de preços implÃcito na despesa de consumo final das famÃlias.
AAT // JNM
Lusa/Fim



