
Bruxelas, 25 fev 2026 (Lusa) — O ministro da Economia e Comércio do Reino Unido, Peter Kyle, pediu hoje à União Europeia (UE) que tenha em conta todo o continente ao elaborar a sua estratégia ‘Made in Europe’, porque ambas as partes enfrentam desafios “comuns”.
Numa conferência de imprensa conjunta com a vice-presidente da Comissão Europeia e comissária para uma Transição Limpa, Justa e Competitiva, Teresa Ribera, após a assinatura do acordo de cooperação em matéria de concorrência, Kyle apelou para que se “enquadre” este debate “de forma positiva”, porque tanto a UE como o Reino Unido têm um “desafio comum” com “a segurança económica e a segurança em geral”.
O ministro britânico afirmou, citado pela EFE, que ambas as partes têm “enormes oportunidades pela frente”, sobretudo em setores de “rápido crescimento”, que a UE e Londres podem “aproveitar nos próximos anos”.
“São oportunidades e conversas estimulantes e é certamente aí que creio que deve ser visto e situado o contexto do ‘Made in Europe’, tanto agora como no futuro”, afirmou após ser questionado sobre se, durante a sua estadia em Bruxelas, recebeu garantias de que a UE incluirá o Reino Unido nessa estratégia com a qual pretende privilegiar a indústria comunitária.
A primeira regulamentação na qual a Comissão Europeia pretende incluir disposições ‘Made in Europe’ é a Lei de Aceleração Industrial, cuja apresentação já foi adiada várias vezes precisamente devido a divergências internas sobre esta questão.
Ao lado do ministro britânico, Ribera preferiu não especificar o conteúdo de uma regulamentação que está a ser liderada pelo vice-presidente comunitário para a Indústria, Stéphane Séjournré, mas lembrou que a UE e o Reino Unido têm um acordo comercial e garantiu que sempre foi a favor da “amizade e cooperação”.
“Cada coisa a seu tempo, mas creio que o mais importante é que apreciamos e valorizamos a importância da nossa amizade, cooperação e vontade de trabalhar juntos”, afirmou.
ALN // EA
Lusa/Fim
