
Londres, 25 jun 2026 (Lusa) – O Rei britânico Carlos III revelou hoje pela primeira vez quanto pagou de impostos, cerca de 35 milhões de euros desde que chegou ao trono, em 2022, segundo o relatório anual das finanças reais.
Conforme o documento, no ano passado (2024-2025) o monarca pagou 12,9 milhões de libras (15 milhões de euros) em impostos e 11,7 milhões de libras (13,6 milhões de euros) no ano anterior (2023-2024).
No total, desde 2022, a fatura fiscal ultrapassou as 30 milhões de libras (35 milhões de euros), indicou o documento divulgado pelo Palácio de Buckingham.
A divulgação desta informação demonstra um esforço da monarquia britânica em ser mais transparente e surge num contexto dos escândalos relacionados com o irmão do Rei, André Mountbatten-Windsor.
Os monarcas britânicos não são obrigados a pagar impostos sobre os rendimentos, imposto sucessório nem imposto sobre mais-valias.
No entanto, desde 1993, a então Rainha Isabel II, que morreu em 2022, e o então PrÃncipe, agora Rei Carlos III, pagam impostos sobre os rendimentos provenientes do Ducado de Lancaster, composto por propriedades rurais e imóveis em cidades por todo o paÃs, e sobre rendimentos de investimentos pessoais.
A Subvenção Soberana, atribuÃda anualmente pelo Governo britânico para pagar custos relacionados com pessoal, manutenção de edifÃcios e viagens para compromissos oficiais, está isenta.
O relatório fiscal confirmou que este financiamento subiu para 132,1 milhões de libras (153 milhões de euros) no ano fiscal 2025-2026, e que vai subir novamente para 137,9 milhões de libras (160 milhões de euros).Â
No entanto, mais de metade do financiamento continua a ser gasto na preservação e proteção dos Palácios Reais, que são património histórico, incluindo na restauração do Palácio de Buckingham, que se prolonga há vários anos.
O relatório indicou que, terminadas as obras, a subvenção vai baixar para 99,9 milhões de libras (116 milhões de euros).Â
A Casa Real informou ainda que o Rei não vai residir permanentemente no Palácio de Buckingham, no centro de Londres, como fizeram os seus pais.
Segundo o documento, o Palácio vai continuar a ser o “centro cerimonial da atividade da famÃlia real, o principal local de trabalho da Casa Real e um bem do património nacional com maiores oportunidades de acesso para o público”.
Um porta-voz disse que Carlos III “continua a nutrir um enorme carinho pelo Palácio de Buckingham e um profundo respeito pelo seu papel”.Â
“Continuará a ser uma residência de trabalho, mas pretendemos alargar o acesso do público precisamente para maximizar o benefÃcio nacional de um edifÃcio financiado com fundos públicos”, esclareceu.Â
No ano passado, quase 97 mil convidados participaram em 827 eventos no Palácio de Buckingham.
O Rei e a Rainha Camila estiveram presentes em 708 eventos. O resto da famÃlia real marcou presença em 2.273 eventos no Reino Unido e no estrangeiro.Â
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