
Genebra, 27 dez 2023 (Lusa) — A ministra das Finanças da SuÃça, Karin Keller-Sutter, considerou que deve haver uma revisão da regulamentação do setor bancário, apontando que o resgate do Credit Suisse, através da fusão com o UBS, foi a solução com menor risco.
“Temos de agir, não temos outra alternativa”, afirmou Keller-Sutter em entrevista ao Neue Zurcher Zeitung, citada pela Bloomberg.
“Tem de se assegurar que um grande banco possa ir abaixo sem que, no pior cenário, arraste consigo um paÃs inteiro para o abismo”, acrescentou a governante.
De acordo com Keller-Sutter, o objetivo do executivo suÃço é proteger o Estado e os contribuintes, rejeitando qualquer hostilidade para com bancos sistemicamente importantes para o paÃs.
A ministra das Finanças do paÃs rejeitou comentar as propostas que serão apresentadas ao parlamento na primavera, mas sugeriu que “assuntos desagradáveis” vão ser debatidos.
Keller-Sutter defendeu que o colapso do Credit Suisse se deveu, sobretudo, ao fracasso do Conselho de Administração, da gestão e dos acionistas do banco em interromper um processo de declÃnio que se prolongou durante anos.
A governante acrescentou que o Conselho Federal optou pela solução com menos riscos e melhores perspetivas de sucesso, uma vez que o centro financeiro não deveria transformar-se numa cobaia para a implementação de regras que nunca tinham sido aplicadas a um grande banco.
As declarações da ministra surgem dias depois de a autoridade suÃça de supervisão do mercado financeiro (Finma) ter enfatizado a necessidade de uma base jurÃdica mais sólida, incluindo para aplicar coimas.
O Credit Suisse, que se debatia com graves problemas financeiros, foi vendido por 3,1 mil milhões de euros ao UBS em março, quando na bolsa de valores suÃça valia mais de sete mil milhões de euros.
O preço de compra muito abaixo do seu valor em bolsa era uma das condições oferecidas no final de março para a aquisição do Credit Suisse, em conjunto com a garantia de cobertura de eventuais prejuÃzos para o banco UBS.
O UBS renunciou à garantia de 9,3 mil milhões de euros dada pelo Governo suÃço para adquirir o Credit Suisse.
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