
Maputo, 14 mar 2023 (Lusa) — A segunda passagem do ciclone Freddy por Moçambique, desde sexta-feira, provocou 21 mortos na provÃncia da Zambézia, centro do paÃs, segundo um novo balanço preliminar hoje apresentado pelo Instituto Nacional de Gestão de Desastres (INGD).
Os números poderão subir à medida que decorre o levantamento dos prejuÃzos.
A provÃncia foi a mais afetada em Moçambique, contabilizando-se desde sexta-feira 13.442 famÃlias afetadas, ou seja, cerca de 65.500 pessoas, além de milhares de casas autoconstruÃdas danificadas ou completamente destruÃdas.
Segundo as autoridades, a prioridade passa agora por acudir aos sobreviventes, muitos dos quais se têm queixado de falta de água, comida e de condições de higiene nos centros de acolhimento, que são poucos para tantas famÃlias.
Desde a primeira passagem do ciclone, há 18 dias, foram abertos 65 centros de acolhimento, muitos em escolas, que acolhem 41.300 pessoas em diferentes pontos do paÃs, segundo dados do INGD.
No mesmo perÃodo, 49 mil hectares de culturas agrÃcolas foram destruÃdas, muitas das quais eram a principal fonte de alimentação das famÃlias – a par da comida armazenada nas casas e que se perdeu -, temendo-se um agravamento da insegurança alimentar.
Só na primeira passagem da tempestade, a 24 de fevereiro, já tinham sido contabilizados 10 mortes em Moçambique.
No regresso ao continente, o ciclone foi especialmente impiedoso com o Maláui, onde já morreram quase 200 pessoas devido à chuva forte e deslizamentos de terras na zona sul do paÃs.
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