
Nações Unidas, 26 jan (Lusa) — A Venezuela rejeitou hoje, perante o Conselho de Segurança, realizar eleições como pediu a União Europeia para resolver o conflito que se vive no paÃs, um assunto que dividiu a ONU.
O bloco liderado pelos Estados Unidos é contra a manutenção no poder no Presidente venezuelano, Nicolas Maduro, e o encabeçado pela Rússia e pela China, aliado do regime.
Os governos de Espanha, França, Alemanha, Holanda, Portugal e Reino Unido deram hoje um prazo de oito dias a Maduro para convocar eleições na Venezuela e, caso não o faça, reconhecerão o lÃder parlamentar Juan Guaidó como Presidente interino do paÃs, como o próprio se proclamou na quarta-feira.
Perante o Conselho de Segurança, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Venezuela, Jorge Arreaza, foi claro na resposta aos paÃses europeus: “A Europa dá-nos oito dias de quê? (…) de onde tiraram a ideia que podem dar-nos ultimatos?”.
Depois de perguntar por que não convocavam eleições em Espanha ou no Reino Unido, Arreaza criticou com mais virulência os Estados Unidos no Conselho de Segurança, por estarem “na vanguarda” do “golpe de Estado” na Venezuela, disse.
“Os Estados Unidos não estão por trás do golpe de Estado, estão na vanguarda (…), dão e ditam as ordens, não só à oposição venezuelana, mas também aos estados satélites”, disse Arreaza após classificar a polÃtica norte-americana sobre a Venezuela como “grosseira intervenção” e “ingerência”.
Também acusou o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, de ter dado “luz verde” ao “golpe de Estado” num recente vÃdeo em que mostrou apoio a Guaidó e à s manifestações convocadas pela oposição.
Entretanto, o coronel José Luis Silva Silva, até agora adido militar da embaixada da Venezuela em Washington, anunciou o seu apoio ao lÃder da Assembleia Nacional (AN), Juan Guaidó, que se autoproclamou na quarta-feira Presidente interino do paÃs.
“Eu, na minha posição de adido de Defesa da Venezuela nos Estados Unidos, não reconheço Nicolás Maduro como Presidente da Venezuela”, afirmou Silva a partir de Washington, durante uma entrevista telefónica ao diário El Nuevo Herald de Miami.
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