
Maputo, 05 mar (Lusa) – A polÃcia está hoje presente nalguns pontos das cidades de Maputo e da Matola que registaram distúrbios no passado quando, tal como hoje, houve aumentos de preços dos transportes coletivos.
O municÃpio de Maputo aumentou hoje o preço dos transportes coletivos entre 10 meticais (13 cêntimos de euro) e 12 meticais (15 cêntimos).
A Lusa viu carros blindados da Força de Intervenção Rápida (FIR), a polÃcia antimotim moçambicana, e da PolÃcia de Proteção, no Bairro de Magoanine e na Praça dos Combatentes, arredores de Maputo, locais que em 2008 e 2010 foram palco de confrontos entre populares e as autoridades, na sequência da subida dos preços de transportes coletivos.
Hoje, naqueles locais, enquanto a FIR e a PolÃcia de Proteção se mantinham no interior dos veÃculos, as pessoas faziam fila para subir ou caminhavam, não se notando qualquer animosidade.
Várias pessoas relataram à Lusa que a situação está calma na Avenida de Moçambique, que liga as três regiões do paÃs e que nas duas anteriores revoltas contra o aumento do custo de vida no paÃs registou casos de violência.
Moradores do municÃpio da Matola, cidade satélite da capital moçambicana, também descreveram a situação como serena.
Num comunicado emitido hoje, o Centro de Integridade Pública de Moçambique (CIP), organização da sociedade civil, considera ilegais os aumentos das tarifas de transportes coletivos.
“O incremento das tarifas é ilegal”, escreve o CIP em comunicado, referindo que a lei prevê que o regulador do setor, o Instituto Nacional dos Transportes Terrestres (Inaterr), realize um estudo antes que um aumento entre em vigor.
Os meios de transporte são propriedade de dezenas de privados que tanto põem a circular autocarros, como viaturas ligeiras de vários lugares ou carrinhas de mercadorias de caixa aberta geralmente sobrelotadas e sem condições de segurança.
PMA (LFO) // VM
Lusa/Fim



