
Lisboa, 27 jul (Lusa) — A ministra da Justiça afirmou hoje que o reforço de efetivos da PJ é uma “prioridade absoluta” e revelou estar “a trabalhar ativamente nesse sentido”, em articulação com o diretor nacional da PJ e o Ministério das Finanças.
Francisca Van Dunem falava aos jornalistas no final da cerimónia de posse, em Lisboa, dos novos diretores adjuntos da PolÃcia Judiciária (PJ) e de outros responsáveis de unidade daquele polÃcia de investigação criminal.
Quanto aos meios humanos, a ministra referiu que vai entrar em breve na PJ um grupo de 120 elementos, observando que, no passado, houve perÃodos longos sem admissões nesta polÃcia, o que agravou o problema, com a aposentação e saÃda de profissionais com experiência.
“Temos a noção da prioridade absoluta do reforço de efetivos da PJ”, disse Francisca Van Dunem, referindo que o Governo pretende aumentar a capacidade de meios humanos desta polÃcia de acordo com uma avaliação que deve ser feita periodicamente.
A este propósito, referiu que “a lógica do Governo” para a PJ é a de haver “admissões regulares, anuais ou bianuais”, por forma a permitir uma melhor integração e trabalho entre as diferentes gerações, com passagem de conhecimento e saber.
Além do reforço de meios humanos, Francisca Van Dunem reconheceu ainda a necessidade de investir em meios tecnológicos da PJ e na reabilitação de algumas das instalações, observando que a PJ “não é só Lisboa”, uma ideia anteriormente partilhada pelo diretor nacional, LuÃs Neves, ao intervir na cerimónia.
Segundo a ministra, o Governo “tem investido na PJ e vai continuar a fazê-lo”, indicando, a tÃtulo de exemplo, a “instalação da nova Unidade de Combate ao Cibercrime”.
Questionada sobre se o ministro das Finanças está sensibilizado para as necessidades orçamentais e financeiras da PJ, Francisca Van Dunem respondeu que Mário Centeno está recetivo e “conhece a problemática” e as carências desta polÃcia, cuja missão é “estratégica” para que Portugal continue a ser um “espaço de paz e tranquilidade”.
Na cerimónia realizada na sede da PJ em Lisboa, Carlos Farinha, VerÃssimo Milhazes e LuÃsa Proença tomaram posse como novos diretores-adjuntos da PJ, integrando a equipa de LuÃs Neves, que assumiu as funções de diretor nacional da PJ em 16 de junho.
Carlos Farinha era diretor do Laboratório de PolÃcia CientÃfica desde 2009 e LuÃsa Proença trabalhava desde dezembro de 2015 no gabinete da secretária de Estado da Justiça a exercer funções de responsável pelos fundos europeus para a justiça, enquanto VerÃssimo Milhazes era, desde 2012, diretor da Unidade de Informação de Investigação Criminal da PJ.
Das novas nomeações constam ainda a de Carla Falua para subdiretora da diretoria de Lisboa e Vale do Tejo e de Alexandra Milhazes para diretora do Laboratório de PolÃcia CientÃfica (LPC), até agora dirigido por Carlos Farinha.
Para diretora da Unidade Nacional Contraterrorismo, lugar anteriormente desempenhado por LuÃs Neves, foi nomeada Manuela dos Santos, até agora coordenadora dessa unidade.
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