
Pequim, 29 jun 2021 (Lusa) – O diretor da representação comercial de Taiwan em Macau regressou a Taipé esta semana, depois de lhe ter sido recusada a extensão do visto para permanecer no território semiautónomo da China, informou hoje o Governo taiwanês.
A recusa do visto a Chen Jiahong, diretor interino do Escritório Económico e Cultural de Taipé em Macau, ocorreu após ele ter recusado assinar uma declaração a reconhecer o princÃpio ‘uma só China’.
O reconhecimento daquele princÃpio é visto por Pequim como uma garantia de que Taiwan é parte do seu território.
Chen deixou Macau no domingo, segundo o Gabinete para os Assuntos da China Continental de Taiwan.
Depois de a guerra civil chinesa ter acabado com a vitória do Partido Comunista da China (PCC), o antigo Governo nacionalista (Kuomintang) refugiou-se na ilha de Taiwan, que funciona até hoje como uma entidade polÃtica soberana.
Pequim considera Taiwan uma provÃncia chinesa e defende a “reunificação pacÃfica”, mas tem ameaçado “usar a força” se a ilha declarar independência.
Quatro funcionários permanecem no Escritório Económico e Cultural de Taipé em Macau. O perÃodo de validade mais longo dos vistos destes é outubro do próximo ano, segundo a agência noticiosa de Taiwan (CNA, na sigla em inglês).
O pessoal residente continuará a gerir o escritório, mas, no futuro, não está excluÃdo que a representação fique à responsabilidade de funcionários locais, apontou a mesma fonte.
Hong Kong e Macau suspenderam já a sua representação em Taiwan, nos últimos dois meses.
As relações entre Taipé e Pequim deterioraram-se, na sequência da chegada ao poder, em 2016, de Tsai Ing-wen, do Partido Democrático Progressista, tradicionalmente hostil ao Governo chinês.
A posição oficial das autoridades de Hong Kong e de Macau em relação a Taiwan é a mesma de Pequim, que vê a ilha como uma provÃncia rebelde e cujo destino é regressar à “mãe Pátria”.
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