
Paris, 28 fev 2026 (Lusa) – Os ataques de Israel e dos Estados Unidos hoje ao Irão já desencadearam reações por todo o mundo, que vão desde o apoio à desaprovação, com uma preocupação significativa com o risco de escalada do conflito no Médio Oriente.
+++ União Europeia +++
Os presidentes da Comissão Europeia e do Conselho Europeu expressaram “grande preocupação” e apelaram à “máxima contenção”.
“Garantir a segurança nuclear e evitar quaisquer ações que possam agravar ainda mais as tensões ou comprometer o regime global de não-proliferação é de importância crítica”, defenderam Ursula von der Leyen e António Costa num comunicado conjunto.
+++ Rússia +++
O antigo presidente e atual secretário-adjunto do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitri Medvedev, afirmou que os Estados Unidos mostraram a sua “verdadeira face” e confirmaram que “as negociações com o Irão foram apenas uma farsa”, segundo uma mensagem publicada na plataforma Telegram.
+++ Líbano +++
O Líbano não aceitará ser arrastado para o conflito com o Irão, afirmou o primeiro-ministro, entre receios de envolvimento do Hezbollah, grupo xiita libanês pró-iraniano.
“Reitero que não aceitaremos que arrastem o país para aventuras que ameacem as suas segurança e unidade”, declarou Nawaf Salam na rede social X.
+++ Austrália +++
A Austrália apoia as ações dos Estados Unidos para impedir o Irão de adquirir armas nucleares, afirmou o primeiro-ministro, Anthony Albanese.
“Há muito que se reconhece que o programa nuclear iraniano representa uma ameaça à paz e à segurança globais”, escreveu Albanese na rede social X.
+++ Reino Unido +++
O Governo britânico não quer ver “a situação agravar-se e degenerar num conflito regional mais amplo”, informou um porta-voz em comunicado.
“Dispomos de uma série de capacidades defensivas na região que reforçámos recentemente. Estamos prontos para proteger os nossos interesses”, declarou o porta-voz, acrescentando que a segurança dos cidadãos britânicos na região é a “prioridade”.
+++ França +++
A prioridade da França é a proteção dos seus cidadãos e das suas forças no Médio Oriente, afirmou a ministra delegada junto da ministra das Forças Armadas francesa.
“Estamos claramente numa situação de escalada militar. Precisamos de ver o que acontece nas próximas horas”, acrescentou Alice Rufo.
+++ União Africana +++
A União Africana apelou à “moderação, à desescalada urgente e ao diálogo contínuo”, ao mesmo tempo que instou “todas as partes a agirem de acordo com o Direito internacional”.
“Qualquer escalada adicional corre o risco de agravar a instabilidade global, com consequências graves para os mercados energéticos, a segurança alimentar e a resiliência económica, particularmente em África, onde os conflitos e as pressões económicas permanecem agudos”, alertou o presidente da Comissão da União Africana, Mahamoud Ali Youssouf.
+++ Suécia +++
A ministra dos Negócios Estrangeiros da Suécia pediu “moderação” e regresso à mesa de negociações.
“O Irão tem uma grande responsabilidade pela evolução negativa na região e pelos riscos de segurança no Ocidente. Numa região já tensa, o Governo pede moderação e um regresso imediato às negociações diplomáticas”, escreveu Maria Malmer Stenergard na rede social X.
+++ Noruega +++
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Noruega lamentou que as negociações entre Teerão e Washington “não tenham conduzido a uma solução diplomática” para o conflito, ao mesmo tempo que enfatizou a importância de impedir o Irão de desenvolver armas nucleares.
“Estou profundamente preocupado com o facto de termos agora uma nova guerra em grande escala no Médio Oriente”, disse Espen Barth Eide ao canal público NRK.
+++ Países Baixos +++
“Os Países Baixos apelam à moderação de todas as partes para e que evitem qualquer escalada adicional. A estabilidade na região é essencial”, declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros neerlandês, Tom Berendsen, na rede social X.
+++ Coreia do Sul +++
“O nosso Governo está a acompanhar de perto a situação atual relacionada com o Irão e insta todas as partes a envidarem todos os esforços para acalmar as tensões na região”, afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros sul-coreano.
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