Rali de Portugal gera impacto económico recorde de 193 milhões de euros

Lisboa, 25 fev 2026 (Lusa) — A edição de 2025 do Rali de Portugal, prova do Campeonato do Mundo (WRC), gerou um impacto económico total estimado de 193 Milhões de Euros (ME) e atraiu cerca de um milhão de espetadores ao longo dos quatro dias do evento, foi hoje anunciado.

Os dados foram divulgados na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), durante a sessão oficial de apresentação da edição de 2026 da corrida, que reuniu várias entidades parceiras, entre as quais o Automóvel Club de Portugal (ACP), organizador do evento.

De acordo com a informação divulgada, a edição de 2025 gerou cerca de 103 ME de impacto direto — correspondente à despesa efetuada nas regiões envolvidas — e cerca de 89 ME de impacto indireto, apurado através do “media value” associado à exposição nacional e internacional, o que perfaz um valor recorde de 193 ME de euros, mais 10 milhões do que a edição de 2024.

De acordo com o ACP, “estes indicadores reforçam o estatuto do Vodafone Rally de Portugal como relevante motor de dinamização económica, com efeitos nos setores do turismo, hotelaria, restauração e serviços”.

Segundo este estudo agora divulgado, o consumo realizado por adeptos residentes e não residentes, equipas e organização terá ainda proporcionado ao Estado uma receita fiscal bruta superior a 22,5 milhões de euros, resultante da cobrança de IVA e do Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP).

De acordo com o estudo “Impacto do WRC Vodafone Rally de Portugal 2025 na Economia do Turismo e Formação da Imagem dos Destinos: Portugal”, desenvolvido pela Universidade do Algarve, o Estado poderá captar, através desta receita fiscal potencial, cerca de 23,7% do impacto económico direto total gerado pelo evento.

Relativamente à origem dos visitantes, 64,5% eram nacionais e 36,5% estrangeiros, provenientes de países como Espanha, França, Bélgica, Reino Unido, Estónia, Suíça, Itália, Grécia e Estados Unidos, entre outros.

Entre os turistas internacionais, 32,7% visitaram Portugal pela primeira vez, evidenciando a capacidade do rali para atrair novos públicos e reforçar a notoriedade externa do destino. A estada média, considerando visitantes nacionais e estrangeiros, fixou-se nas 2,26 noites.

A projeção mediática internacional gerou cerca de 900 horas de transmissão televisiva global, “contribuindo para a visibilidade de Portugal enquanto destino turístico e palco de grandes eventos desportivos”, sublinhou a organização.

O estudo destaca ainda o contributo da prova “para a consolidação de uma imagem altamente positiva do país”. Portugal surge associado a atributos como beleza, hospitalidade, natureza e gastronomia, enquanto o rali é descrito como espetacular, bem organizado e marcado pela adrenalina e pelo convívio.

Os níveis de satisfação refletem-se na intenção de regresso, que varia entre 79,1% e 81,3% no verão e entre 56,3% e 80,6% no inverno.

Para o ACP, os resultados agora apresentados “reforçam o papel estratégico do Rali de Portugal na valorização das regiões anfitriãs, na geração de riqueza e na afirmação internacional do país”.

Já a edição de 2024 tinha significado um incremento de cerca de 11,2 por cento de receitas face ao ano anterior, situando-se em 183,3 milhões de euros.

O Rali de Portugal de 2025 foi a sexta prova do calendário.

O francês Sébastien Ogier (Toyota Yaris) venceu a prova pela sétima vez na sua carreira, um recorde no evento.

O piloto gaulês, que se sagraria campeão mundial pela nona vez, somou seis triunfos nas 14 provas do campeonato.

Em 2026, a prova realiza-se de 07 a 10 de maio.

 

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