
Genebra, 27 julho 2021 (lusa) – A morte de 57 pessoas ao largo da LÃbia esta semana eleva para cerca de 970 o número de migrantes que morreram no Mediterrâneo desde o inÃcio do ano, anunciou hoje a Organização Internacional para as Migrações (OIM).
Entre as vÃtimas desta nova tragédia estão 20 mulheres e duas crianças, segundo a organização da ONU em Genebra.
O barco tinha deixado a cidade lÃbia de Khoms, a cerca de 120 quilómetros a leste da capital, Tripoli, no domingo, antes de se deparar com problemas técnicos e afundar-se.
“Os pescadores locais e a guarda costeira lÃbia resgataram 18 pessoas”, disse o porta-voz da OIM, Paul Dillon, detalhando que “os sobreviventes disseram à s nossas equipas de resgate que pelo menos 57 pessoas estavam desaparecidas”.
A OIM registou um aumento de partidas de migrantes, interceções e chegadas ao Mediterrâneo central este ano.
“Ao defendermos melhores práticas de gestão da migração e uma maior solidariedade por parte dos Estados-membros da União Europeia, podemos alcançar uma abordagem mais clara, mais segura e mais humana nesta questão, a começar por salvar vidas no mar”, apelou o porta-voz, sublinhando que “chegou a altura” de adotar uma nova abordagem a ser decidida pelos Estados.
Dillon disse não saber se os 18 sobreviventes tinham sido levados para centros de detenção na LÃbia, onde os migrantes retornados são regularmente detidos.
Apesar da insegurança persistente, a LÃbia continua a ser um importante ponto de passagem para dezenas de milhares de migrantes que procuram, todos os anos, chegar à Europa através da costa italiana, a cerca de 300 km da costa da LÃbia.
Organizações Não Governamentais (ONG) e agências das Nações Unidas denunciam regularmente o regresso à LÃbia de migrantes intercetados no mar e as condições deploráveis nos centros de detenção.
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