
 Luanda, 17 jun 2021 (Lusa) — Angola registou, entre janeiro e maio de 2021, 3.799.458 casos de malária e 5.573 óbitos, representando um acréscimo de casos, mas uma redução de mortes face ao perÃodo homólogo, segundo a ministra da Saúde angolana.
Silvia Lutucuta apresentou hoje os dados numa conferência de imprensa em Luanda, notando que a malária tem sofrido um ligeiro incremento no número de casos nos últimos três anos, com ligeiro decréscimo do número de óbitos.
Os casos reportados este ano, com uma taxa de letalidade de 0,1%, significam mais 322.717 casos e menos 102 óbitos relativamente aos primeiros cinco meses de 2020.
Entre janeiro e março de 2021, face ao mesmo perÃodo de 2020, a situação da malária foi de baixa intensidade e, a partir de abril, após a época chuvosa houve um aumento superior ao registado no mesmo perÃodo de 2020, adiantou a governante.
A malária é a principal causa de morte do paÃs, afetando mais as mulheres grávidas e as crianças com menos de 05 anos, em termos de mortalidade.
No caso das famÃlias vulneráveis, a anemia severa e a malnutrição são complicações frequentemente associadas à malária, provocando maior número de óbitos.
Por esta altura, continuou SÃlvia Lutucuta, as provÃncias mais afetadas são Luanda, Lunda Norte, Malanje, UÃje, Bié, Benguela, Huambo e HuÃla onde tem havido uma procura elevada da população, aumentando a pressão assistencial nas unidades sanitárias, mais visÃvel no atendimento pediátrico.
Alem da malária, que é endémica, é de grande preocupação para o executivo angolano, atualmente, a dengue, que ocorre em muitos casos associada à chikungunya ou catolotolo, à leptospirose e à covid-19.
Neste perÃodo foram notificados 249 casos de dengue, sem óbitos, sendo a provÃncia mais atingida o Namibe, e 533 casos de chinkungunya ou catolotolo.
As principais medidas preconizadas para estas doenças passam pela eliminação dos focos criadores de mosquitos, através de ações enérgicas de saneamento ambiental e combate quÃmico, através do uso de inseticida nas áreas infestadas, bem como sensibilização da população para a mudança de comportamentos ambientais, de forma a tratar as causas e não as consequências, acrescentou Silvia Lutucuta.
O Ministério da Saúde (Minsa) está a reforçar as suas orientações metodológicas, cabendo à s provÃncias e municÃpios a sua operacionalização. Está também a implementar um plano de contingência multissetorial de resposta à malária, bem como um plano emergencial relativo à s arboviroses, a reforçar a vigilância e a busca de casos, bem como a logÃstica para o tratamento de casos e melhoria de fluxos para atendimento de doentes.
Foi iniciada em Benguela, Luanda e Huambo, a criação de unidades-satélite para tratamento de malária e dengue, sobretudo nas unidades pediátricas, disse ainda a responsável do ministério.
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