Qualquer orçamento moderno precisa de novas receitas — Von der Leyen

Estrasburgo, França, 16 set 2026 (Lusa) — A presidente da Comissão Europeia salientou hoje que “qualquer orçamento moderno” da União Europeia (UE) “precisa de novos recursos próprios”, numa altura em que iniciam os debates interinstitucionais sobre eventuais novas receitas para financiar as prioridades comunitárias.

“O meu próximo ponto é o financiamento. Para que fique bem claro, o nosso orçamento diz respeito ao nosso futuro e qualquer orçamento moderno precisa de novos recursos próprios”, vincou Ursula von der Leyen.

Intervindo na sessão plenária do Parlamento Europeu, na cidade francesa de Estrasburgo, ao proferir o segundo discurso do Estado da União do novo mandato, a líder do executivo comunitário exortou: “Temos de criar as condições para que as nossas empresas possam atrair investimento e crescer”.

A posição surge numa altura em que a UE começa a negociar o orçamento de longo prazo para 2028-2034, que terá de responder a elevadas necessidades de financiamento nas prioridades tradicionais, como a política de coesão e a agrícola, mas também a novas ambições em áreas como a defesa e a inovação.

O aumento das necessidades deverá colocar em cima da mesa a criação de novas receitas para o orçamento europeu, embora esta seja ainda uma questão por negociar entre os Estados-membros e as instituições europeias.

Neste que é o seu sexto discurso sobre o Estado da União e o segundo do novo mandato, Ursula von der Leyen defendeu a concretização da União da Poupança e dos Investimentos, que visa canalizar as poupanças europeias para o investimento e reforçar o financiamento das empresas e do crescimento na UE, mas admitiu que “desenvolver os mercados de capitais leva tempo”.

“As necessidades das nossas empresas são urgentes e, por isso, precisamos de um sistema bancário concebido para o crescimento, não apenas para a estabilidade. É por isso que apresentaremos um novo Pacote Bancário, centrado na simplificação e no combate à fragmentação”, anunciou Ursula von der Leyen.

“Sabemos que existe procura de capital, mas precisamos de uma maior capacidade e de uma maior apetência pelo risco”, vincou.

 

ANE/IG//PSC

Lusa/fim