
Moscovo, 13 mai 2026 (Lusa) – O Presidente russo, Vladimir Putin, assegurou hoje que o paÃs vai continuar a desenvolver as capacidades em armamento nuclear para superar os atuais e futuros escudos antimÃsseis ocidentais.
“Sem margem para dúvidas, continuaremos a modernizar e a desenvolver as nossas forças nucleares estratégicas”, afirmou Putin, citado pelas agências de notÃcias russas.
Putin disse que a Rússia vai criar “sistemas de mÃsseis com maior potência de combate, capazes de superar todos os sistemas de defesa antimÃsseis atuais e futuros”.
O lÃder russo inspecionou hoje o Instituto de Tecnologia Térmica de Moscovo (MITT), que projeta há décadas os principais mÃsseis balÃsticos intercontinentais russos, como o Topol, o Bulava ou o Yars.
Durante a visita, condecorou o chefe dos projetistas do MITT, Yuri Solomonov, com a ordem de Herói da Rússia, tendo também atribuÃdo outras condecorações a funcionários da instituição, noticiou a agência France-Presse (AFP).
Putin disse que os sistemas de mÃsseis balÃsticos com carga convencional estão a ser utilizados com eficácia na operação militar especial, referindo-se à guerra contra a Ucrânia, que mandou invadir em fevereiro de 2022.
O lÃder russo considerou ainda que os trabalhadores do instituto criaram um conjunto de sistemas que contribuÃram para o reforço da segurança nacional.
O MITT, fundado em 1946 e que celebra o 80.º aniversário, projetou, entre outros, os mÃsseis de base terrestre Topol e os mÃsseis de base marÃtima Bulava, que são lançados a partir de submarinos nucleares da classe Borei.
Na terça-feira, após um ensaio bem-sucedido, Putin já tinha enaltecido as caracterÃsticas do mÃssil intercontinental Sarmat, que qualificou como “o sistema de mÃsseis mais potente do mundo”.
Putin disse que os mÃsseis Sarmat, que segundo Moscovo são quatro vezes mais potentes do que os equivalentes ocidentais, entrarão ao serviço até ao final do ano.
Há uma semana, as forças de segurança russas detiveram o diretor da empresa Krasmash, fabricante dos mÃsseis balÃsticos Sarmat, sob a suspeita de recebimento de suborno.
Meios de comunicação social independentes noticiaram que a entrada em funcionamento dos Sarmat deveria ter ocorrido mais cedo, mas a data foi adiada após dois testes falhados.
Putin anunciou em 2023 o inÃcio iminente da produção “em massa” do Sarmat, um projétil que disse ter um “alcance praticamente ilimitado” e que torna inútil o escudo antimÃsseis dos Estados Unidos.
A Rússia já instalou armas nucleares táticas na Bielorrússia, mas abdicou, até ao momento, de utilizar armamento nuclear em território ucraniano.
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