
Moscovo, 27 jul 2026 (Lusa) — O Presidente russo, Vladimir Putin, decretou hoje um aumento de 27.000 efetivos nas Forças Armadas, numa altura em que se intensificam os rumores sobre uma nova mobilização de reservistas para combater na Ucrânia.
O reforço inclui 25.000 militares e 2.000 funcionários administrativos. Com este aumento, as Forças Armadas russas passam a contar com 2.426.000 efetivos, dos quais 1.535.000 são militares.
Segundo o decreto publicado no portal oficial de informação jurÃdica do Estado russo, que entra em vigor a 01 de agosto, o aumento deve-se à criação de uma unidade de construção militar.
Desde o inÃcio da guerra, o chefe de Estado russo ordenou por diversas vezes o aumento do número de efetivos das Forças Armadas.
Como resultado, o efetivo militar passou de 1,9 milhões de elementos em fevereiro de 2022, quando teve inÃcio a chamada “operação militar especial”, para os atuais cerca de 2,5 milhões.
Quando Putin chegou ao poder, em 2000, numa altura em que a Rússia estava envolvida na Segunda Guerra da Chechénia, o exército russo contava com um milhão de militares.
O Kremlin, que tem cerca de 700.000 militares destacados na Ucrânia, enfrenta dificuldades crescentes em recrutar voluntários entre os recrutas e outros homens em idade militar.
A imprensa local, que cita o portal Meduza, noticia há várias semanas que as autoridades estão a discutir, “a todos os nÃveis”, uma segunda mobilização, embora sublinhe que a decisão ainda não foi tomada e que, em qualquer caso, não será anunciada antes das eleições legislativas de setembro.
O Ministério da Defesa terá já preparado campos de treino para esse eventual processo.
Segundo fontes ocidentais, citadas pela agência noticiosa espanhola EFE, as Forças Armadas russas sofreram já cerca de 1,5 milhões de baixas, das quais meio milhão corresponderão a militares mortos em combate.
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