
Lisboa, 07 fev 2024 (Lusa) — O comandante da Unidade Especial de PolÃcia (UEP) da PSP vai abrir um inquérito para apurar as baixas médicas de 44 polÃcias do Corpo de Intervenção e decidiu fazer alterações nos grupos operacionais.
Num comunicado hoje divulgado, a direção nacional da PolÃcia de Segurança Pública refere que 44 polÃcias pertencentes ao terceiro grupo operacional do Corpo de Intervenção (CI), integrado na UEP, apresentaram baixa médica no passado dia 04 de fevereiro.
A PSP avança que, tendo em conta “a situação inédita de 44 polÃcias de um grupo operacional terem apresentado baixa médica em simultâneo”, o comandante da UEP, LuÃs Carrilho, promoveu a abertura de processo de inquérito visando apurar as circunstâncias do ocorrido.
Segundo a polÃcia, o comandante daquela unidade da PSP decidiu também “extinguir o terceiro grupo operacional e distribuir estes polÃcias pelos restantes grupos operacionais do CI em Lisboa, reativando o sexto grupo operacional” para “manter a normal atividade operacional do Corpo de Intervenção”.
A PSP explica que o Corpo de Intervenção é constituÃdo por cinco grupos operacionais em Lisboa, dois grupos operacionais no Porto e um grupo em Faro.
De acordo com esta força de segurança, o Corpo de Intervenção é uma força de reserva à ordem do diretor nacional da PSP, especialmente preparada e destinada a ser utilizada em ações de manutenção e reposição da ordem pública e combate a situações de violência concertada, bem como na colaboração com os comandos territoriais em ações de patrulhamento.
Por isso, “os polÃcias que nesta subunidade prestam serviço têm especiais deveres, designadamente no que concerne à sua conduta, disponibilidade, prontidão, assiduidade, aprumo, zelo no exercÃcio de funções e qualidade do trabalho desenvolvido”.
A PSP refere ainda que o diretor nacional, José Barros Correia, “mantém total confiança na UEP e em todas as subunidades”, mas “não permitirá qualquer ato que coloque em causa o normal funcionamento desta unidade, nem de qualquer outra da PSP, pelo que tomará todas as iniciativas e decisões que permitam a manutenção da ordem e paz públicas” do paÃs.
Num comunicado divulgado anteriormente, o Sindicato dos Profissionais da PolÃcia (SPP/PSP) fala “em represálias motivadas por pressão polÃtica” e “de uma interferência polÃtica inaceitável”.
O SPP/PSP lembra que as baixas em causa são “por motivos clÃnicos devidamente verificados por médico competente”.
Segundo o SPP, os 44 polÃcias do Corpo de Intervenção que apresentaram baixa médica estavam destacados para o jogo do passado domingo da I Liga de futebol, entre o Benfica e o Gil Vicente, embora tal situação não tenha impedido a realização do desafio.
Como reação, o SPP/PSP anunciou a realização de uma concentração para quinta-feira à s 08:00, junto ao portão do Corpo de Intervenção, na Ajuda, em Lisboa, e sublinhou que há até elementos disponÃveis para passar a noite no local.
Nos últimos dias, vários polÃcias da PSP e militares da GNR apresentaram baixas, apesar de a plataforma que representa 11 sindicatos e associações destas forças de segurança não assumir que sejam uma forma de protesto.
Entretanto, o ministro da Administração Interna determinou a abertura de um inquérito urgente à Inspeção-Geral da Administração Interna sobre as generalizadas e súbitas baixas médicas apresentadas por polÃcias.
Os polÃcias da PSP e os militares da GNR reclamam o pagamento do suplemento de missão, à semelhança do que foi feito para a PJ.
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