
Lisboa, 06 mai 2023 (Lusa) — O secretário-geral adjunto do PS acusou hoje o presidente do PSD de tentar reescrever a História, de procurar branquear medidas do Governo no combate à inflação e de adotar um discurso “infantil” sobre polÃtica de pensões.
Estas crÃticas foram proferidas por João Torres em reação à s declarações esta tarde proferidas por LuÃs Montenegro, em Coimbra, durante as comemorações do 49º aniversário do PSD, ocasião em que afirmou que Portugal está atualmente a perder mais qualidade de vida e bem-estar do que entre 2011 e 2015, perÃodo em que os sociais-democratas governaram em coligação com o CDS-PP.
“Com um condicionalismo inacreditável [assistência financeira externa], nós conseguimos [entre 2011 e 2015], apesar disso tudo, não perder tanta qualidade de vida e tanto bem-estar como aquele que tem sido perdido nos últimos anos”, sustentou o lÃder social-democrata.
Porém, para João Torres, este discurso “está descolado da realidade passada, presente e futura”, representando antes “uma tentativa de reescrever a História, narrando uma História truncada sobre os governos desde o 25 de Abril de 1974”.
“A História que LuÃs Montenegro contou envergonha seguramente aqueles que testemunharam muitas das circunstâncias do Portugal democrático desde a revolução dos cravos, particularmente quando se refere aos episódios da assistência financeira externa, onde falta à verdade objetivamente. Quando se refere à adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia (CEE), omitiu o papel crucial do PS no processo de adesão”, disse, em declarações à agência Lusa.
O “número dois” da direção dos socialistas criticou também o presidente do PSD por “procurar branquear os resultados da governação e as medidas de resposta à inflação”.
“Já passou mais de uma semana que foi conhecido que Portugal foi o paÃs da zona euro que mais cresceu em cadeia no primeiro trimestre deste ano e um dos paÃses que mais cresceu em termos homólogos, mas LuÃs Montenegro continua a falar em empobrecimento. Era altura de poder comentar esses resultados económicos, mas não o faz porque quer escamotear os bons resultados da governação”, considerou.
O secretário-geral adjunto do PS acusou ainda o lÃder do PSD de procurar “branquear as medidas do Governo de resposta à inflação”.
“Fá-lo até, por vezes, de uma forma absolutamente infantil. O caso mais paradigmático dessa infantilidade de fazer oposição diz respeito à s pensões, matéria em relação à qual disse que o Governo estava em campanha eleitoral. A realidade tem desmentido permanentemente a narrativa do maior partido da oposição”, apontou.
Para o secretário-geral adjunto do PS, o discurso hoje proferido por LuÃs Montenegro “pareceu mesmo de defesa e de justificação interna da sua própria fragilidade e incapacidade em assumir-se como alternativa”.
“Foi um discurso de reconhecimento do seu falhanço enquanto lÃder da oposição. E é pena porque todos os democratas desejam oposições fortes e credÃveis. Mas a oposição de LuÃs Montenegro tem sido um tiro ao lado”, acrescentou.
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PMF (JGA) // MLS
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