
Lisboa, 23 jan 2023 (Lusa) – O secretário-geral adjunto do PS acusou hoje a “direita democrática” de ser “condescendente com os extremismos” de direita e considerou ser “desolador constatar” que as forças democráticas “não colocam em unÃssono uma linha vermelha perante a extrema-direita”.
“No nosso paÃs, em Portugal, somos obrigados a concluir que a direita democrática é, de alguma forma, condescendente com os extremismos. Na melhor das hipóteses, podemos pelo menos afirmar que o seu posicionamento é demasiadas vezes opaco, demasiadas vezes equÃvoco, demasiadas vezes labirÃntico”, declarou João Torres.
O secretário-geral adjunto socialista discursava na conferência “Não passarão! O imperativo do combate aos extremistas de direita!”, que decorreu hoje no ISCTE, em Lisboa, e que foi organizada pelo PS em conjunto com a Fundação Europeia para os Estudos Progressistas (FEPS) e o Instituto Karl-Renner.
João Torres considerou ser “desolador constatar que as forças polÃticas democráticas não colocam em unÃssono uma linha vermelha perante a extrema-direita em Portugal”.
“Nós, no PS, colocamos e o PS é por isso um garante da democracia plena, isto é, um garante simultâneo da democracia polÃtica, mas também da democracia social”, referiu.
Perante uma plateia em que o ouvia o presidente da Assembleia da República, João Torres recordou que, em 2024, se vão assinalar “50 anos de democracia em Portugal” e sublinhou que “a história já mostrou a milhões de portugueses o que é viver no obscurantismo, num regime totalitário, persecutório e inimigo da realidade”.
“A melhor forma de a democracia se defender e fortalecer passa por um maior envolvimento dos cidadãos, por mais e melhor informação e pedagogia, por uma contÃnua prestação de contas, pelo reforço da transparência e pela construção de soluções concretas”, defendeu.
No entender de João Torres, “Portugal é um bom exemplo para o mundo” do sucesso das democracias, uma vez que o perÃodo democrático corresponde precisamente “ao perÃodo de maior desenvolvimento económico e social” do paÃs, que tem uma “já quase história milenar”.
“As armas, os populistas e as ferramentas da extrema-direita têm padrões semelhantes em Portugal, na Europa e no mundo. Temos, por isso, de cerrar fileiras: partilhando experiências, abraçando estratégias e estimulando os nossos desÃgnios comuns”, apelou.
O secretário-geral adjunto socialista disse que “os portugueses sabem que podem contar com o PS para este combate absolutamente cerrado contra o extremismo e contra o extremismo da extrema-direita”.
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