
Paris, 28 jan 2024 (Lusa) — O ministro do Interior da França, Gérald Darmanin, pediu hoje à s autoridades de segurança que implementassem “um importante dispositivo defensivo significativo” para proibir os agricultores de “qualquer entrada em Paris”.
Os principais sindicatos agrÃcolas tinham anunciado, anteriormente, que pretendiam realizar um “cerco à capital por tempo indeterminado”, a partir da tarde de segunda-feira, inÃcio de uma “semana de todos os perigos”.
A mobilização dos agricultores em França pretende denunciar, sobretudo, a queda de rendimentos, as pensões baixas, a complexidade administrativa, a inflação dos padrões e a concorrência estrangeira.
Para evitar estas ações de protesto, o ministro do Interior reuniu este domingo os diretores-gerais da polÃcia e da Gendarmaria Nacional, bem como o chefe da polÃcia de Paris.
O ministro reiterou o pedido de “moderação” da polÃcia contra os agricultores.
“A postura continua a mesma: a polÃcia deve agir com muita moderação”, e só intervir “em último recurso”, se a integridade das pessoas estiver ameaçada ou em caso de danos graves nos edifÃcios, explicou o Ministério do Interior, citado pela agência de notÃcias France-Presse (AFP).
O presidente do principal sindicato agrÃcola, a Federação Nacional dos Sindicatos dos Operadores AgrÃcolas (FNSEA), Arnaud Rousseau, apelou este domingo aos agricultores “à calma e à determinação”.
“Não há dúvida de que haverá outros acidentes”, declarou Arnaud Rousseau, referindo-se ao que aconteceu no inÃcio desta semana em Pamiers, no sudoeste de França, onde um agricultor e a sua filha foram mortos por um carro ao tentar atravessar um obstáculo.
O presidente da FNSEA alertou que este acidente abriu a porta a uma “semana de todos os perigos”.
“Seja porque o Governo não nos ouve, seja porque a raiva será tal que todos assumirão então as suas responsabilidades”, apontou.
O protesto dos agricultores franceses ecoa ao dos seus homólogos alemães, mobilizados desde o final de dezembro contra a reforma da tributação do gasóleo agrÃcola decidida pelo Governo alemão de Olaf Scholz.
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