
Lisboa, 04 fev 2026 (Lusa) – A Proteção civil registou 121 ocorrências, entre as 00:00 e as 07:00 relacionadas com o mau tempo, mantendo-se as autoridades a avaliar e monitorizar o nÃvel das águas em várias regiões, que se mantém estável.
Em declarações à agência Lusa, Rui Oliveira, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), disse que apesar da chuva forte que caiu de noite, não houve registo de ocorrências graves durante a noite.
“Entre as 00:00 e as 07:00 de hoje foram registadas 121 ocorrências, a maioria (33) na sub-região de Lisboa e na PenÃnsula de Setúbal com 26. As restantes ocorrências estão distribuÃdas por outras regiões do paÃs”, disse.
Quanto à situação do nÃvel das águas, Rui Oliveira disse que não há alterações significativas relativamente a terça-feira, mantendo-se as autoridades a monitorizar a situação, continuando vigilantes para um possÃvel agravamento.
Contactado pela agência Lusa, fonte do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa adiantou que entre as 00:00 e as 08:00 registaram cerca de 20 ocorrências relacionadas com o mau tempo, a maioria inundações e queda de árvores e estruturas e movimentos de massa, mas sem gravidade.
Portugal continental está a ser afetado pela passagem da depressão Leonardo com chuva forte, vento, agitação marÃtima e queda de neve, tendo já sido emitidos avisos, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
O IPMA informou na terça-feira em comunicado que as ondulações frontais associadas à depressão Leonardo irão afetar o estado do tempo em Portugal continental até sábado, com perÃodos em que a precipitação será persistente e por vezes forte, queda de neve nas terras altas do Norte e Centro, vento forte e agitação marÃtima forte
“Para os dias seguintes prevê-se a passagem de novas superfÃcies frontais e a continuação deste padrão muito instável”, é referido na nota.
Há uma semana, Portugal continental foi afetado pela passagem da depressão Kristin, causando a morte a 10 pessoas.
A tempestade levou à destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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