
BrasÃlia, 09 ago 2023 (Lusa) – O presidente da petrolÃfera brasileira Petrobras disse hoje que a proposta para que os paÃses da Amazónia suspendam a exploração de hidrocarbonetos, apresentada pelo chefe de Estado da Colômbia, não tem consenso nem mesmo no seu paÃs.
“Percebe-se claramente que não há consenso sequer na Colômbia sobre esta medida e sua imediata aplicação”, escreveu na rede social Twitter Jean Paul Prates.
Prates cita um estudo de uma universidade colombiana segundo o qual a suspensão imediata da produção de petróleo reduziria as exportações colombianas em 40% e causaria uma contração de 3,5% no Produto Interno Bruto (PIB) do paÃs.
O Presidente colombiano, Gustavo Petro, aproveitou a cimeira de chefes de Estado dos oito paÃses amazónicos, que termina hoje na cidade brasileira de Belém, para reiterar a sua proposta de que, dada a necessidade de iniciar a transição para uma economia descarbonizada, os paÃses da região devem suspender a concessão de licenças de exploração de petróleo e gás em novas áreas.
O lÃder colombiano chegou mesmo a classificar de “negacionistas progressistas” os governos de esquerda da região que insistem em projetos de exploração de combustÃveis fósseis.
A Declaração de Belém não inclui nenhum artigo que proponha a suspensão imediata, futura ou eventual da exploração de petróleo e gás na Amazónia, o que gerou duras crÃticas por parte de organizações não-governamentais e sociais.
A estatal Petrobras aguarda licença ambiental para iniciar a exploração de uma possÃvel grande reserva em águas profundas no Atlântico, ao largo da foz do rio Amazonas.
“Não há ‘negacionismo progressista’ algum em buscar-se realizar a transição energética justa com mais do que declarações e entrevistas”, acrescentou o lÃder da Petrobras, criticando as declarações do chefe de Estado colombiano.
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