
Vila Velha de Ródão, Castelo Branco, 21 jun (Lusa) – O ministro do Ambiente anunciou hoje o lançamento da operação Tejo Limpo, financiada pelo fundo ambiental em 2,5 milhões de euros para os próximos quatro anos e que irá trazer de volta ao rio os vigilantes da natureza.
“Vamos mesmo lançar a operação ‘Tejo Limpo’, que é uma operação integrada, financiada pelo fundo ambiental, um investimento para quatro anos de 2,5 milhões de euros”, afirmou João Pedro Matos Fernandes.
O governante, que falava em Vila Velha de Ródão, Castelo Branco, durante uma visita aos trabalhos de remoção de lamas do rio Tejo, junto à s portas de Ródão, que se iniciaram na segunda-feira, explicou que a operação “Tejo Limpo” tem três objetivos fundamentais.
O primeiro deles passa pela concentração de toda a informação e a sua gestão, através da criação de uma plataforma tecnológica na qual os resultados do autocontrole diário de todas as fábricas e de todas as estações de tratamento de águas residuais (ETAR) vão ficar depositados.
A segunda dimensão diz respeito ao reforço de meios técnicos para a fiscalização do Tejo, com dois novos barcos e dois veÃculos todo o terreno, além de material de análise.
A terceira dimensão do projeto passa pelo regresso dos antigos guarda-rios (vigilantes da natureza) ao Tejo.
“A APA [Agência Portuguesa do Ambiente] irá contratá-los. Dentro de um mês, acreditamos que vamos ser capazes de lançar o concurso para termos cinco guarda-rios para o Tejo. Quando digo Tejo é essencialmente o rio, mas também a sua bacia hidrográfica. Vão ter [os vigilantes] os meios próprios para garantir que vamos estar muito mais perto quando os problemas surgirem”, disse.
O ministro adiantou ainda que os vigilantes da natureza vão vigiar o rio Tejo através de uma presença continuada que considerou importante.
“Percebemos isso cada vez mais nas áreas protegidas. Nesta legislatura, aumentámos em 65% o número de vigilantes da natureza e isso é muito importante. Para gerir o território, a proximidade é um valor fundamental. E esses vigilantes são a garantia de que vamos estar próximos do rio Tejo. Vão ter um conjunto de meios técnicos, que já não é propriamente andar de botas e de luvas, e mais do que isso, mas também é isso, e terem sempre uma presença dissuasora”, concluiu.
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