
Ceuta, Espanha, 30 ago 2026 (Lusa) — Os bombeiros de Ceuta convocaram para segunda-feira uma concentração junto à Delegação do Governo de Espanha para exigir “meios, recursos e soluções” perante a crise que afeta a cidade autónoma espanhola.
Segundo a agência noticiosa EFE, a concentração, com o lema “Ceuta precisa de soluções”, está marcada para a Praça de los Reyes e pretende reunir profissionais dos serviços de primeira linha, incluindo polÃcias, bombeiros, profissionais de saúde e de proteção civil, professores, militares e funcionários prisionais.
“Os serviços de primeira linha desempenham um trabalho essencial para garantir a assistência, a segurança, as emergências e o bem-estar dos cidadãos”, defendem os organizadores.
Os manifestantes pretendem que “as administrações competentes adotem medidas concretas, disponibilizem recursos suficientes e ofereçam respostas eficazes perante uma situação que não pode continuar a prolongar-se”.
Também o Colégio de Médicos de Ceuta anunciou a adesão à concentração, considerando “importante” apoiar os profissionais que asseguram os serviços essenciais da cidade e acompanhá-los na reivindicação pacÃfica e responsável de soluções.
Por sua vez, o Governo espanhol confirmou hoje que o Conselho de Ministros vai aprovar na terça-feira um pacote de emergência de 165 milhões de euros para Ceuta.
Na sexta-feira, a ministra da Inclusão, Segurança Social e Migrações espanhola anunciou que o Governo aumentou para 44,51 milhões de euros, provenientes da União Europeia, o financiamento para reforçar a ajuda humanitária em Ceuta após a crise migratória. Â
   A verba até agora destinada a esse fim era de 6,4 milhões de euros. Â
   Elma Saiz, também porta-voz do Governo espanhol, classificou como “extraordinária” a resposta do executivo, “do ponto de vista da legalidade e da humanidade”, à entrada ilegal na cidade autónoma espanhola de Ceuta de mais de 72.000 migrantes procedentes de Marrocos num perÃodo de 24 horas, no final de julho, uma situação de uma “dimensão excecional”.
   Pelo menos 82 pessoas morreram a tentar chegar a Ceuta a nado.
Quase um mês depois, continuam a não existir dados exatos sobre o número dos migrantes que ainda permanecem em Ceuta, com algumas estimativas a apontarem até 8.000 ilegais.
FAC (MÊS/JCR) // ROC
Lusa/Fim



