
Maputo, 30 jan 2020 (Lusa) – O primeiro-ministro de Moçambique, Carlos Agostinho do Rosário, defendeu hoje em Maputo uma resposta célere e eficiente à s calamidades naturais que frequentemente atingem o paÃs, apontando a necessidade de melhoria do sistema de aviso prévio.
“Impõe-se ainda que se aprofunde a reflexão sobre a necessidade de adequar o funcionamento e a estruturação do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades para responder de forma célere, cabal e eficiente aos desafios presentes e futuros que advêm do aumento da frequência e magnitude dos eventos extremos que têm assolado o nosso paÃs”, afirmou Carlos Agostinho do Rosário.
O governante falava após dar posse à nova diretora do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), LuÃsa Meque.
O INGC, continuou, deve prosseguir com o mapeamento das zonas de risco e melhoria do sistema de aviso prévio.
O primeiro-ministro moçambicano disse ainda que devem ser implementadas ações que reduzam a vulnerabilidade das populações das zonas rurais à fome provocada por desastres naturais.
“É neste contexto que desafiamos os empossados a trabalhar com os diferentes setores no sentido de assegurar resiliência nas infraestruturas de gestão dos recursos hÃdricos, assim como na produção e conservação de alimentos”, defendeu.
Falando aos jornalistas, após tomar posse, a nova diretora do INGC defendeu a importância da prevenção para impedir o impacto das calamidades naturais no paÃs, assinalando que o fracasso vai gerar efeitos mais catastróficos para o paÃs.
“Irei pautar-me, principalmente, pela prevenção, porque só prevenindo é que nós podemos reduzir aquilo que são os efeitos das calamidades naturais”, declarou LuÃsa Meque.
Até ao último fim-de-semana, o número de mortos devido ao mau tempo em Moçambique, na atual época chuvosa, ascendia a 45, segundo dados do INGC, a que a Lusa teve acesso.
Do número de mortos, 35 resultaram de raios, refere o INGC.
O INGC refere que as intempéries afetaram, de alguma forma, mais de 14 mil famÃlias afetadas, ou seja, cerca de 65 mil pessoas, muitas com habitações inundadas, sobretudo no centro do paÃs, num cenário que se repete em todas as estações das chuvas, entre outubro e abril.
O perÃodo chuvoso de 2018/2019 foi dos mais severos de que há memória: 714 pessoas morreram, incluindo 648 vÃtimas de dois ciclones (Idai e Kenneth) que se abateram sobre o paÃs.
PMA (RIZR) // JH
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