
Sion, SuÃça, 09 jan 2026 (Lusa) — As autoridades suÃças ordenaram hoje prisão preventiva para o proprietário do bar Le Constellation, na estância de esqui de Crans-Montana, onde 40 pessoas morreram e 116 ficaram feridas num incêndio numa festa de Ano Novo.
No mesmo dia em que a SuÃça presta uma homenagem nacional à s vÃtimas da tragédia, ocorrida há uma semana durante as celebrações da passagem de ano, os proprietários do bar, um casal de franceses, foram sujeitos a um interrogatório, que se prolongou por quase seis horas, em Sion.
A Procuradoria de Sion decidiu aplicar uma medida cautelar restritiva a Jacques Moretti, enquanto a mulher, Jessica Moretti, saiu em liberdade, acompanhada pelos advogados.
Originário da Córsega, Jacques Moretti tem antecedentes criminais em França, incluindo uma pena de prisão proferida em outubro de 2008 por crimes relacionados com prostituição, de acordo com a imprensa francesa.
A prisão preventiva agora decretada, e reclamada há uma semana pelos familiares e advogados das vÃtimas, foi motivada sobretudo pelo potencial risco de fuga, de acordo com a imprensa italiana, que acompanha de perto o processo, dado terem morrido seis adolescentes italianos e 14 ficaram feridos com gravidade.
Enquanto o marido abandonou o tribunal num carro da polÃcia cantonal, Jessica Moretti, em lágrimas, dirigiu algumas palavras aos jornalistas presentes no exterior para lamentar o que classificou como “uma tragédia inimaginável”.
“Os meus pensamentos estão sempre dirigidos para as vÃtimas e para as pessoas que estão a lutar hoje. Nunca poderÃamos imaginar uma coisa dessas. Aconteceu no nosso local e quero pedir desculpas”, declarou a copropietária do bar.
De acordo com os primeiros dados disponÃveis, o incêndio no Le Constellation teve origem em velas pirotécnicas acesas em garrafas de champanhe e aproximadas do teto, revestido por uma espuma altamente inflamável que, em poucos minutos, devastou o local, designadamente a cave, onde se encontravam muitos jovens a festejar a passagem de ano.
O municÃpio de Cras-Montana admitiu não ter feito controlos e inspeções no local durante seis anos, entre 2020 e 2025, pelo que também corre o risco de ser responsabilizado.
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