
Madrid, 02 jan 2026 (Lusa) – Um tribunal sul-coreano prolongou hoje por seis meses a prisão preventiva do ex-Presidente Yoon Suk Yeol, enquanto decorre o processo judicial contra este por planear impor a lei marcial em 2024, que culminou na sua destituição.Â
Segundo a agência de notÃcias sul-coreana Yonhap, o Tribunal Distrital Central de Seul emitiu a ordem alegando o risco de adulteração de provas, dado que a detenção preventiva de Yoon Suk Yeol expiraria em pouco mais de duas semanas, a 18 de janeiro.Â
A equipa do procurador especial Cho Eun Suk tinha solicitado a prorrogação da detenção do ex-Presidente, acusado de em outubro de 2024 ordenar o envio de ‘drones’ para provocar uma retaliação da Coreia do Norte e usá-la como pretexto para declarar a lei marcial.Â
Os procuradores suspeitam que Yoon tenha dado ordens diretas ao comandante responsável pela operação dos ‘drones’ para que dirigisse os aparelhos à  Coreia do Norte sem informar o Ministério da Defesa ou o Estado-Maior Conjunto.Â
Em julgamento por insurreição e abuso de poder em ligação com a lei marcial que mergulhou o paÃs numa grave crise polÃtica, Yoon tornou-se o primeiro Presidente sul-coreano a ser acusado destes crimes e está atualmente preso e afastado do cargo.Â
Â
PDF // RBF
Lusa/Fim



