
Vilnius, 31 jul 2025 (Lusa) – O primeiro-ministro da Lituânia, Gintautas Paluckas, renunciou hoje após investigações sobre supostas irregularidades em negócios, que provocaram protestos na capital, exigindo a sua demissão.
Paluckas renunciou antes de a oposição pedir o afastament,o esperando-se negociações para a formação de um novo governo de coligação.
O Presidente lituano, Gitanas Nauseda, anunciou a renúncia de Paluckas aos jornalistas hoje de manhã.
O porta-voz de Gintautas Paluckas não fez ainda qualquer comentário.
Paluckas, lÃder do Partido Social Democrata, de centro-esquerda, assumiu o cargo no final do ano passado, após a formação de uma coligação que integra três partidos.
O paÃs enfrenta agora uma crise polÃtica, semanas antes de a Rússia realizar exercÃcios militares conjuntos na vizinha Bielorrússia.
Mesmo assim, segundo a agência France-Presse, é improvável que a polÃtica externa da Lituânia mude como resultado das mudanças governamentais, sobretudo no que diz respeito ao apoio à Ucrânia, paÃs invadido pela Rússia.
Paluckas foi alvo de investigações jornalÃsticas sobre alegadas irregularidades em negócios e transações financeiras, incluindo algumas ocorridas há mais de uma década.
As autoridades anticorrupção iniciaram já investigações formais.
De acordo com a comunicação social local, Paluckas nunca pagou uma parte significativa de uma multa de 16.500 euros relacionada com um processo judicial que data de 2012.
Na altura, Paluckas foi condenado por má gestão no processo de licitação para o serviço de extermÃnio de roedores em Vilnius enquanto ocupava o cargo de diretor da administração municipal da capital do paÃs.
Em 2012, os juÃzes do Tribunal Supremo decidiram que o polÃtico excedeu as competências (abuso de poder) ao conceder ilegalmente privilégios à empresa que apresentou o preço mais alto.
Na altura também foi condenado a dois anos de prisão, mas a pena foi suspensa por um ano.
O lÃder do Partido Social-Democrata negou qualquer irregularidade nos negócios, classificando as crÃticas como parte de um “ataque coordenado” de adversários polÃticos.
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