
Torres Vedras, Lisboa, 04 ago 2026 (Lusa)- O primeiro-ministro, LuÃs Montenegro, desvalorizou hoje em Torres Vedras os números da dÃvida, divulgados na segunda-feira, acrescentando que os resultados vão “surpreender” no final do ano.
“Não nos assustemos com os números da dÃvida. Digo com toda a tranquilidade que não têm rigorosamente importância nenhuma na trajetória de diminuição da nossa dÃvida pública face ao nosso Produto Interno Bruto”, afirmou LuÃs Montenegro, enquanto discursava na inauguração da primeira Unidade de Saúde Familiar com gestão privada do paÃs.
“Quando chegarmos ao fim do ano voltaremos nesse domÃnio, como no crescimento da economia, como no saldo orçamental, a surpreender muitos daqueles que cá estão ou nos veem de fora com os nossos resultados”, acrescentou.
O primeiro-ministro não prestou declarações aos jornalistas à margem da cerimónia.
A dÃvida pública na ótica de Maastricht, a que conta para Bruxelas, aumentou para 92,9% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre deste ano, mais 1,9 pontos percentuais face ao trimestre anterior, divulgou o Bando de Portugal na segunda-feira.
No primeiro trimestre do ano, o rácio da dÃvida pública situava-se em 91% do PIB, tendo agora registado uma subida de 1,9 pontos percentuais.
Segundo o Banco de Portugal (BdP), em junho de 2026 a dÃvida pública totalizava 293,9 mil milhões de euros, mais 5,2 mil milhões de euros do que em maio.
Esta variação “refletiu o incremento das responsabilidades em depósitos (+0,5 mil milhões de euros), sobretudo em certificados de aforro (+0,6 mil milhões de euros), e dos tÃtulos de dÃvida (+4,7 mil milhões de euros), principalmente de longo prazo”, de acordo com o banco central.
No mês em análise, os ativos em depósitos das administrações públicas totalizaram 31,4 mil milhões de euros, mais 6,6 mil milhões de euros do que em maio.
“Deduzida desses depósitos, a dÃvida pública diminuiu 1,3 mil milhões de euros, para 262,5 mil milhões de euros”, indica o BdP.
FCC (MÊS) // ACL
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