
Bruxelas, 19 mar 2026 (Lusa) — O primeiro-ministro admitiu hoje que Portugal possa ter défice em 2026 devido à “excecionalidade” relacionada com os impactos das tempestades e da crise energética e rejeitou “uma obsessão” para ter excedente orçamental que impeça apoios ao paÃs.
“Tal como já tinha antecipado na circunstância do processo de recuperação das tempestades e agora também com a excecionalidade do mercado da energia, quero apenas dizer que, pelo facto de termos tido crescimentos económicos sustentados e bons desempenhos orçamentais nos últimos anos, nós podemos, eventualmente, ter uma situação de défice e, ainda assim, ter equilÃbrio nas nossas contas públicas”, disse LuÃs Montenegro.
Em declarações aos jornalistas portugueses em Bruxelas na chegada à reunião do Conselho Europeu, LuÃs Montenegro admitiu que o facto de Portugal poder ter défice este ano “não significa estar num procedimento de défice excessivo ou num procedimento de desequilÃbrio”, mas antes que o Governo não fará “o paÃs ser penalizado de uma forma exagerada por uma obsessão para ter superávites”.
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