
DÃli, 12 nov 2023 (Lusa) — O Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, afirmou hoje que o massacre de Santa Cruz, ocorrido há 32 anos, evoca “memórias dolorosas”, mas também destaca a “resiliência e força” da juventude timorense.
“É um dia que evoca memórias dolorosas, mas também destaca a resiliência e a força de nossa juventude”, refere, numa mensagem divulgada à imprensa, o chefe de Estado timorense.
Timor-Leste assinala hoje o 32.º aniversário do massacre de Santa Cruz e o Dia Nacional de Juventude.
“Hoje, olhamos para trás, para as lutas travadas por aqueles que vieram antes de nós. O massacre do cemitério de Santa Cruz é uma cicatriz na nossa história, uma lembrança de como a busca pela liberdade e justiça pode ser difÃcil e muitas vezes dolorosa”, afirma José Ramos-Horta.
Mas, segundo Presidente timorense, é também um “testemunho do espÃrito indomável da juventude timorense”, quando os jovens estiveram na “linha da frente” a dar o “corpo à s balas” e a defender “corajosamente os ideais da liberdade e autodeterminação”.
“Hoje, celebramos com vocês, uma nova geração da juventude de Timor-Leste. Vocês são a força motriz do nosso paÃs, os herdeiros da independência que tanto lutámos para alcançar. A juventude é a chama que mantém viva a visão de uma nação justa, próspera e unida”, salientou.
Na mensagem, José Ramos-Horta afirma que os jovens timorenses têm um “papel crucial a desempenhar” e considera “crucial” a sua entrada na “liderança do desenvolvimento do paÃs”.
“Hoje, exorto cada jovem timorense a envolver-se ativamente na construção do futuro de Timor-Leste. Sejam os agentes da mudança, os visionários que transformam desafios em oportunidades. O Dia Nacional da Juventude não é apenas sobre celebrar, mas também sobre assumir a responsabilidade pelo legado que herdamos”, refere.
A 12 de novembro de 1991, mais de duas mil pessoas reuniram-se numa marcha até ao cemitério de Santa Cruz, em DÃli, para prestarem homenagem ao jovem Sebastião Gomes, morto em outubro desse ano pelos elementos ligados à s forças indonésias.
No cemitério, militares indonésios abriram fogo sobre a multidão.
Segundo números do comité 12 de novembro, 2.261 pessoas participaram na manifestação, 74 foram identificadas como tendo morrido no local e 127 morreram nos dias seguintes no hospital militar ou em resultado da perseguição das forças ocupantes.
O massacre foi hoje assinalado em DÃli com uma marcha entre a igreja de Motael e o cemitério de Santa Cruz e uma cerimónia de homenagem à s vÃtimas.
MSE // JMC
Lusa/Fim



