
Amarante, Porto, 15 out 2022 (Lusa) – Marcelo Rebelo de Sousa presidiu hoje, em Amarante, ao inÃcio das cerimónias do centenário do nascimento de Agustina Bessa-LuÃs, autora que o chefe do Estado recordou como “uma mulher sem medo, de uma coragem ilimitada”.
Para o Presidente da República, Agustina era “uma mulher polÃtica, no sentido de viver o que é ser-se polÃtico, na dimensão mais profunda do termo”.
Aos jornalistas, depois de ter discursado nos claustros do Museu Amadeo de Souza-Cardoso, Marcelo assinalou que a autora, natural de Amarante, “vibrava com aquilo que era o interesse nacional, vibrava com aquilo que considerava fundamental para a comunidade”.
“Essa sua independência, o seu amor a Portugal, essa sua ligação à s raÃzes, é ser polÃtico para aquele tempo”, referiu, acrescentando que o paÃs precisava que “todas as mulheres e homens fossem mais positivos, no sentido de lutarem na sua vida, no dia-a-dia, para tornarem Portugal melhor”.
“Ela era visceralmente portuguesa, sentia Portugal, não só naquilo pensava, naquilo que era a sua maneira de ser, tinha raÃzes”, acentuou.
A escritora Agustina Bessa-LuÃs nasceu em 1922, em Vila Meã, Amarante, e morreu a 03 de Junho de 2019, no Porto.
No inÃcio da década de 1950, o romance “A Sibila” (1954) fez de Agustina uma das principais escritoras na ficção portuguesa.
TÃtulos como “Vale Abraão” (1991), “As Terras do Risco” (1994) e “A Corte do Norte” (1987) foram adaptados ao grande ecrã pela mão de Manoel de Oliveira e de João Botelho.
A escritora colaborou em várias publicações periódicas e foi diretora do diário O Primeiro de Janeiro, no Porto, e do Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa.
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