
Lisboa, 22 fev (Lusa) — O Presidente da República defendeu hoje que nenhuma vÃtima de crime se deve sentir sozinha ou esquecida, referindo que o “brutal aumento da violência doméstica” divulgado nas últimas semanas exige uma mobilização e mudança da sociedade.
As declarações de Marcelo Rebelo de Sousa foram publicadas hoje na página online da presidência, a propósito do Dia Europeu da VÃtima do Crime.
“No Dia Europeu das VÃtimas de Crime, os meus pensamentos estão sobretudo com todos os que já sofreram, ou ainda sofrem, com algum tipo de violência”, afirma o Presidente, lembrando que “em circunstâncias diversas da vida, qualquer um de nós poderá ser vÃtima de crime”.
Por isso, sublinha, “é muito importante que ninguém se sinta sozinho ou esquecido” numa circunstância em que foi alvo de crime.
Nas últimas semanas, recorda Marcelo Rebelo de Sousa, “Portugal tem acordado com tristes notÃcias sobre o brutal aumento da violência doméstica, do qual já resultaram 12 mortes trágicas”.
NotÃcias que o Presidente considera “chocantes para todos” e que obrigam “a agir, depressa, antes mesmo da atuação institucional, num combate sem preconceitos nem estereótipos redutores”.
“Apelo, por isso, para que toda a sociedade portuguesa se mobilize e se envolva numa profunda mudança cÃvica nacional, cuja ação seja a da inversão rápida desta perturbadora tendência”, conclui na sua mensagem.
Um barómetro da Associação Portuguesa de Apoio à VÃtima (APAV) “Perceção da população sobre discriminação e crimes de ódio”, feito com a Intercampus e que vai ser apresentado hoje, revela que 97% das 810 pessoas inquiridas conhecem ou já ouviram falar de discriminação, crime de ódio ou violência discriminatória.
Os dados do barómetro mostram que, entre as 784 pessoas que admitiram conhecer ou já ter ouvido falar destes conceitos, 31% disseram conhecer alguém que já foi vÃtima de algum desses atos, enquanto 7% (51 pessoas) revelaram mesmo já terem sido vÃtimas.
Por outro lado, 64% afirmaram ter sido vÃtimas ou conhecer alguém vÃtima de discriminação, 21% de crimes de ódio/violência discriminatória e 14% de ambos.
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