Presidente moçambicano quer ponte-cais de Inhambane reparada em 15 dias

Inhambane, Moçambique, 20 fev 2026 (Lusa) — O Presidente moçambicano disse hoje que quer ver reparada em 15 dias a ponte-cais que liga a cidade de Inhambane ao distrito da Maxixe, danificada pela passagem do ciclone Gezani.

“De acordo com o plano que nós temos, (…) na segunda-feira vamos ter esta decisão para que o empreiteiro possa começar a obra e, de acordo com os prazos preliminares que estão a nos dar, vão ser entre 10 a 15 dias de trabalho para que possam colocar esta ponte em perfeitas condições e voltar a servir a população da província de Inhambane”, declarou o chefe de Estado, Daniel Chapo.

O governante, que falava durante uma visita ao local na província de Inhambane, sul de moçambique, sublinhou que a infraestrutura tem impacto direto na mobilidade e na economia provincial.

“É uma ponte extremamente importante, porque atravessam aqui, por dia, entre cerca de 2.000 a 3.000 pessoas”, acrescentou.

Segundo Daniel Chapo, o primeiro passo técnico será reflutuar a estrutura, atualmente submersa, seguindo-se a avaliação detalhada da plataforma e a intervenção de reparação, num plano que envolve a empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique, o Ministério dos Transportes e Comunicações e equipas especializadas.

“Houve um aviso prévio e a população acatou as mensagens que foram emitidas principalmente pelo INGD [Instituto Nacional de Gestão e Redução do Riscos de Desastres], e o facto de terem acatado as mensagens permitiu termos menos danos do que aqueles que teríamos”, afirmou, referindo-se ao impacto do ciclone Gezani naquela província.

Este ciclone, que atingiu a província de Inhambane em 13 e 14 de fevereiro, afetou 6.165 pessoas, correspondendo a 1.682 famílias, com cinco mortos e cinco feridos, tendo deixado 316 casas totalmente destruídas e 1.855 parcialmente destruídas.

O número total de mortos na atual época das chuvas em Moçambique subiu para 228, com registo de mais de 863 mil pessoas afetadas desde outubro, segundo atualização divulgada na quinta-feira pelo instituto de gestão de desastres, havendo também 12 desaparecidos e 321 feridos.

Só as cheias de janeiro provocaram, pelo menos, 27 mortos, afetando 724.131 pessoas.

Acrescenta-se que um total de 14.815 casas ficaram parcialmente destruídas, além de 5.906 totalmente destruídas e outras 183.812 inundadas, na presente época chuvosa. Um total de 272 unidades de saúde, 81 casas de culto e 677 escolas foram afetadas em pouco mais de quatro meses e meio.

Os dados do INGD indicam ainda que 554.805 hectares de áreas agrícolas foram afetados neste período, 288.030 hectares dos quais dados como perdidos, atingindo 365.409 agricultores. Também 530.998 animais morreram, entre bovinos, caprinos e aves, e foram afetados 7.845 quilómetros de estrada, 36 pontes e 123 aquedutos.

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