
Maputo, 16 dez 2020 (Lusa) – O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, anunciou hoje a possibilidade de criação de uma unidade anti-raptos entre as autoridades para combater a onda de crimes, com 16 casos registados este ano.
“Como Governo não descartamos e instruÃmos já a possibilidade de criar uma unidade anti-raptos”, referiu, durante a informação sobre o estado da Nação prestada hoje no parlamento.
Segundo Filipe Nyusi, Moçambique procurará apoio de outros paÃses.
“Teremos de solicitar alguma assistência, porque há paÃses que conseguiram eliminar este problema. Sabemos que estes são crimes complexos e extremamente organizados, envolvendo uma cadeia perigosa e sofisticada de praticantes”, disse.
“A nossa capacidade de esclarecimento [dos crimes], devemos aceitar, deixa ainda a desejar”, referiu, acrescentando: “Teremos por isso que aperfeiçoar a nossa capacidade de intervenção”.
Nyusi reconheceu que “é preciso fazer mais, é preciso fazer melhor” no combate a este crime e que a PolÃcia da República de Moçambique (PRM), “com a sociedade civil e outras entidades, tudo deverá fazer para um combate enérgico a este tipo de criminalidade”.
Segundo Nyusi, este ano há 16 casos ou processo-crime de rapto (seis na Cidade de Maputo, cinco na provÃncia de Sofala, três na provÃncia de Manica e dois na provÃncia de Maputo), três esclarecidos – com quatro arguidos – e sendo que seis vÃtimas voltaram ao convÃvio das famÃlias.
Em outubro, um grupo de empresários na cidade da Beira, provÃncia de Sofala, centro de Moçambique, paralisou, por três dias, as suas atividades em protesto contra a onda de raptos no paÃs.Â
A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), maior agremiação patronal do paÃs, também já exigiu por diversas ocasiões um combate severo a este tipo de crime. Â
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