Presidente israelita sugere a Netanyahu acordo com justiça antes de perdão

Jerusalém, Israel, 26 abr 2026 (Lusa) – O Presidente israelita, Isaac Herzog, sugeriu hoje ao primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, que chegue a um acordo com a justiça nos casos que enfrenta por corrupção, antes de decidir um eventual perdão pedido pelo chefe do Governo.

O chefe de Estado tem retardado uma deliberação sobre o pedido de amnistia, que está a ser tratado pelo gabinete jurídico presidencial, que tem solicitado informações adicionais aos advogados do primeiro-ministro.

“O Presidente Isaac Herzog acredita que chegar a um acordo entre as partes nos casos do primeiro-ministro Netanyahu é uma solução adequada e correta”, sustentou o gabinete da presidência, num comunicado reproduzido pelo jornal Times of Israel, o que indica que um eventual perdão está afastado no curto prazo.

O primeiro-ministro israelita enfrenta acusações em três processos distintos por uma série de crimes, incluindo fraude e recebimento de subornos, embora tenha contestado o caso como uma perseguição política.

Entre as acusações está um alegado abuso de poder para pressionar meios de comunicação social a divulgar informações favoráveis ??ao Governo.

Desde o início da guerra na Faixa de Gaza, em outubro de 2023, Netanyahu tem considerado os processos judiciais como um fardo que afeta o exercício das suas funções, um argumento que tem repetido à medida que Israel se envolveu em novas frentes de conflito, no Líbano e no Irão.

O primeiro-ministro apresentou numerosos pedidos de adiamento das suas comparências em tribunal, alegando problemas de saúde, segurança ou visitas diplomáticas.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, tem partido em apoio de Netanyahu nos casos que enfrenta na justiça e colocado pressão sobre o homólogo israelita para conceder um perdão, gerando tensão entre os dois políticos.

Ao longo deste mandato, o primeiro-ministro tem lutado pela sobrevivência do seu Governo de coligação, que inclui alianças com a extrema-direita, e enfrenta sondagens desfavoráveis para as próximas eleições, que se deverão realizar este ano.

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