
Washington, 05 fev 2020 (Lusa) – O Senado dos Estados Unidos da América absolveu hoje o Presidente norte-americano, o republicano Donald Trump, das acusações de abuso de poder e obstrução ao Congresso que sustentavam o processo de destituição do chefe de Estado.
Os 100 elementos do Senado votaram separadamente os dois artigos que suportavam o ‘impeachment’ do Presidente norte-americano.
Em relação ao primeiro artigo, que acusava Trump de abuso de poder, 52 senadores votaram “inocente” e 48 votaram “culpado”, absolvendo o Presidente norte-americano neste artigo.
Apenas o senador republicano pelo estado do Utah Mitt Romney votou a favor da destituição de Donald Trump neste artigo.
Os 53 senadores republicanos votaram “inocente” em relação ao segundo artigo, referente à obstrução ao Congresso dos Estados Unidos, enquanto a totalidade dos senadores democratas (47) votaram “culpado”.
O Senado dos EUA votou hoje o veredicto do julgamento polÃtico de Donald Trump. Era previsÃvel que a maioria republicana aprovasse a absolvição.
O Presidente dos EUA ficou a conhecer o desfecho do processo de ‘impeachment’, levantado em dezembro passado pela oposição democrata, horas depois do seu discurso do Estado da União, que decorreu na noite de terça-feira (madrugada de hoje em Portugal).
A maioria republicana no Senado (53-47) foi suficiente para garantir a absolvição do Presidente, depois de quase duas semanas de discussão à volta dos dois artigos para destituição que foram aprovados pela maioria democrata na Câmara de Representantes.
Se Trump tivesse sido considerado culpado de uma das duas acusações, o veredicto teria levado à sua demissão, o que seria inédito, uma vez que os outros dois processos de destituição absolveram Andrew Johnson, em 1868, e Bill Clinton, em 1998.
Nas alegações finais, esta semana, os democratas insistiram na versão de que Trump abusou do cargo, ao pressionar o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, a investigar a atividade da famÃlia de Joe Biden, rival democrata, junto de uma empresa da Ucrânia envolvida num caso de corrupção, e que tentou perturbar a investigação pela Câmara de Representantes.
A equipa de advogados do Presidente voltou ao argumento de que não houve pressão junto de nenhum lÃder estrangeiro (invocando mesmo declarações de Zelensky nesse sentido) e disse que Trump atuou sempre em função do interesse público, preocupado com o alastrar da corrupção na Ucrânia, negando igualmente qualquer ato de obstrução ao Congresso.
Ao longo do processo, Donald Trump tem repetido que tudo não passava de uma “caça à s bruxas” destinada a prejudicar a sua campanha para a reeleição nas presidenciais de novembro próximo.
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