
São Tomé, 02 out 2021 (Lusa) — O presidente da Assembleia Nacional são-tomense, Delfim Neves, identificou hoje a paz e a estabilidade polÃtica como essenciais para o desenvolvimento das “grandes reformas de que o paÃs carece” e pediu compreensão e diálogo em vez de “tensões fraturantes”.
“O tempo reclama e intima que nos concentremos no presente e no futuro deste povo, deste paÃs, desta nação, primando pela paz, tranquilidade, coesão social, unidade nacional e coesão familiar, tendo sempre em linha de conta que de facto o que pode e deve nos unir é muito mais importante e decisivo do que aquilo que nos tem vindo a separar”, afirmou Delfim Neves, intervindo na cerimónia de posse do novo Presidente da República de São Tomé e PrÃncipe, Carlos Vila Nova, que decorreu esta manhã na sede do parlamento.
Para tal, continuou, é preciso “eleger a paz e estabilidade polÃtica como mecanismos facilitadores e fundamentais para a implementação das grandes reformas de que o paÃs carece, as quais se indicam como desÃgnios nacionais — o resgate, entre outros, da cultura do trabalho, da unidade, da diversidade, da solidariedade e do civismo e também da disciplina”.
“É necessário e este é o momento privilegiado para o fazer, de nos elevarmos acima das quezÃlias e querelas estéreis e paralisantes, substituindo as tensões fraturantes pela procura de mútua compreensão, as crispações pelo diálogo, ainda que divergente, tendo em vista um clima de concórdia e de apaziguamento dos espÃritos e das vontades”, salientou Delfim Neves, que também concorreu à s eleições presidenciais, tendo ficado em terceiro lugar.
Delfim Neves contestou os resultados da primeira volta, realizada em 18 de julho, denunciando “uma fraude maciça”, o que desencadeou um impasse no Tribunal Constitucional sobre uma eventual recontagem dos votos e o consequente atraso do processo eleitoral, com a segunda volta a realizar-se em 05 de setembro, quase um mês após o previsto.
Carlos Vila Nova, 62 anos, foi hoje empossado como quinto Presidente de São Tomé e PrÃncipe, após ter vencido as eleições com o apoio do partido Ação Democrática Independente (ADI, oposição), com 57,54% dos votos, derrotando Guilherme Posser da Costa, apoiado pela atual maioria parlamentar MLSTP-PSD/PCD/MDFM/UDD, que suporta o executivo chefiado por Jorge Bom Jesus.
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