
Caracas, 28 abr 2026 (Lusa) — O presidente da Assembleia Nacional (AN, parlamento) da Venezuela, Jorge RodrÃguez, pediu aos emigrantes que regressem ao paÃs, sublinhando que “é hora de deixar para trás as diferenças, as polarizações e o ódio, e construir o futuro”.
“Sabem que são desprezados, odiados, humilhados. (…) Deixem de estar noutros paÃses. Venezuelanas e venezuelanos, venham para a Venezuela. Vamos construir uma verdadeira prosperidade económica”, declarou na segunda-feira.
Jorge RodrÃguez, que é também irmão da presidente Interina da Venezuela, Delcy RodrÃguez, falava em Cumaná, 400 quilómetros a leste de Caracas, num ato pelo levantamento das sanções internacionais, em que questionou se ainda há um longo caminho para percorrer e se o paÃs está numa fase difÃcil.
“Sim e é uma fase difÃcil”, disse, questionando também “se com as poucas licenças que foram concedidas [na área petrolÃfera] e as poucas sanções que foram suspensas, momentaneamente, já se nota uma recuperação económica”
E o que aconteceria à Venezuela “se não houvesse nenhuma das 1.800 sanções atualmente em vigor”, perguntou ainda.
RodrÃguez sublinhou as sanções internacionais também afetam os imigrantes, sejam estes empresários, pescadores, estudante ou operários.
“Com a união de todos nós, vamos conseguir que todas as sanções sejam definitivamente levantadas. E as questões entre nós, resolvemo entre nós, as diferenças entre nós, resolvemos entre nós”, disse.
Jorge RodrÃguez explicou que todos os venezuelanos sabem que ele próprio é chavista, sublinhando que “na Venezuela não há apenas chavistas”.
“Na Venezuela, há pessoas que militam na oposição. Na Venezuela, há pessoas que não se envolvem em polÃtica. Há quem ama o futebol e há quem ama o basebol. E todos temos o nosso lugar”, disse.
Jorge RodrÃguez vincou ainda que todos os venezuelanos têm um único anseio, um único objetivo: construir e manter a paz e a prosperidade da Venezuela.
“A presidente interina Delcy RodrÃguez já nos disse muitas vezes que é hora de deixar para trás as diferenças, as polarizações, o ódio e partir para construir o futuro”, disse.
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